Micro e pequenas empresas do Paraná também podem exportar e aumentar as vendas neste momento de economia retraída

Quem pensa que a exportação é uma atividade reservada apenas para as médias e grandes empresas está enganado. As pequenas e até mesmo as microempresas também podem encontrar no mercado internacional uma opção para aumentar suas vendas, principalmente neste momento de retração da nossa economia. E para chegar ao mercado externo, os empresários paranaenses podem contar com o projeto Peiex, da Apex-Brasil e Fundação Araucária de incremento à competitividade e promoção da cultura exportadora empresarial, por meio da solução de problemas técnico-gerenciais e tecnológicos.
No Paraná, o Peiex atua nas regiões de Cascavel, Curitiba, Londrina e Maringá. De 2009 até agora, mais de 2.400 indústrias receberam atendimento dos técnicos desse programa que é gratuito e que beneficia os setores de moda, alimentos e bebidas, máquinas e equipamentos, casa e construção, tecnologia da informação, saúde e beleza.
Um exemplo de empresa paranaense que se lançou no mercado externo através do Peiex é a Tutu Ateliê de Sapatilhas. Eu conversei com o empresário Gustavo Krelling, e ele me contou que o projeto de exportação teve início no ano passado, quando a sua marca foi apresentada em um evento de moda no Castelo de Schönbrunn, em Viena. De lá para cá, contou com a ajuda de um representante da Áustria e apoio técnico do Peiex. Segundo o sócio da Tutu, os produtos foram bem aceitos na Europa e agora ele está buscando novos representantes nos Estados Unidos e Austrália. Só para se ter uma ideia, em menos de um ano, as exportações já respondem por 10% das vendas da empresa, e em alguns meses esse percentual é bem maior.
Gustavo Krelling recomenda que os pequenos empresários busquem as exportações para aumentar os seus negócios, mas na sua opinião, só o mercado internacional não salva ninguém. É um caminho e mais um canal de vendas, já que o próprio termômetro acaba sendo o mercado interno. O sócio da Tutu me disse que no primeiro semestre deste ano, na contramão do mercado, as vendas da sua empresa cresceram 12% em relação a igual período de 2015 e a expectativa é fechar o ano com um aumento de 20%. De acordo com Gustavo, os empresários têm que ser criativos para os negócios não desandarem e adotarem estratégias para vender mais. Na avaliação do empresário, o comércio eletrônico, por exemplo, também se apresenta, neste momento, como uma boa opção para os pequenos negócios.








