Com a crise, muitos empresários acham que vender a sua empresa é a melhor solução
A crise econômica que o Brasil vem atravessando há mais de dois anos enfraqueceu a maioria dos negócios, a ponto de muitos empresários pensarem em vender as suas empresas. Aliás, muitas companhias foram vendidas e outras estão à espera de um comprador. Em 2015, por exemplo, foram mais de 800 transações com um investimento da ordem de R$ 323 bilhões. Isso representou um crescimento de 14% em relação ao número de operações do ano anterior e de um aumento de 33% dos valores envolvidos. O mais interessante é que isso ocorreu mesmo com a economia em desaceleração. Este ano, as fusões e aquisições de empresas estão andando mais devagar. No primeiro semestre houve uma queda de 7%.
O que os empresários não devem se esquecer, é que a venda de uma empresa não é um processo simples. O primeiro passo está em se estabelecer o valor do negócio. Mas não é saber o quanto ele vale hoje, em meio à crise, mas em quanto poderá gerar de resultado e retorno aos investidores ou sócios num futuro próximo. Afinal de contas foram anos de dedicação ao trabalho e esse valor vai muito além dos ativos. Em muitos casos, as opções estão vinculadas à necessidade de captar recursos financeiros, de unir forças com outro parceiro ou até mesmo em discutir se vale a pena continuar apostando e correndo o risco de sair do jogo com muito pouco dinheiro.
Mas, a verdade é que muitos empresários desconhecem o valor real do seu negócio. Mesmo com o mercado em crise, o Brasil ainda é o quarto País mais atrativo para investimentos, ficando atrás somente de China, Estados Unidos e Índia. E um dos principais fatores que tem impulsionado o mercado é a desvalorização do real em relação ao dólar, o que faz com que os ativos das empresas brasileiras fiquem mais baratos para os investidores estrangeiros.
Portanto, antes de vender a sua empresa ou perder as oportunidades que ainda virão depois da crise, final de contas ela não dura para sempre, é fundamental que o empresário rompa velhos paradigmas e pense em adotar algumas medidas desde já, que incluem a reorganização administrativa e financeira ou uma nova modelagem de negócio, a busca de outros mercados, e, principalmente, resolver conflitos internos entre sócios, que se tornam comuns quando as finanças não vão bem.








