Mercado de eventos cresce e cria boas oportunidades de negócios

Mesmo diante da crise econômica ainda é possível identificar boas oportunidades de negócios. Um bom exemplo é o mercado de eventos, que vem crescendo, em média, 14% ao ano, de acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Eventos, a Abeoc. Eu conversei com a presidente no Paraná da Associação, Cibele Carvalho, e ela me disse que no caso específico de Curitiba, a agenda de eventos que engloba congressos, seminários, feiras, jornadas e simpósios, está lotada até o mês de novembro. Só neste mês de setembro estão programados dez congressos para a capital paranaense, que hoje ocupa o quinto lugar entre as cidades brasileiras mais procuradas para eventos técnicos, científicos e de negócios.
Ainda segundo Cibele Carvalho, no ano passado Curitiba sediou 200 eventos que movimentaram R$ 440 milhões. Para este ano, a expectativa é de um crescimento de 22%, ou seja, muito acima da média brasileira. Mas, o recorde financeiro que o mercado de eventos alcançou em Curitiba ocorreu em 2013, quando bateu a casa de R$ 1 bilhão.
Eu perguntei à presidente da Abeoc/Paraná sobre o porquê desse mercado não ter sido afetado pela crise econômica, e ela me explicou que em determinadas áreas, principalmente médica, os congressos e eventos são obrigatórios para atualização profissional, além do que eventos dessa natureza são agendados com três a quatro anos de antecedência.
Entretanto, de acordo com Cibele, os congressos, desde o ano passado, estão sendo projetados visando um menor número de participantes. Já os eventos corporativos estão acontecendo num número menor. Em anos anteriores, por exemplo, nesta época, os espaços destinados a eventos estavam todos lotados. Este ano, as reservas não chegam a 50%. Também os eventos sociais continuam em alta, uma vez que as pessoas continuam casando, fazendo aniversário e comemorando datas festivas.
A presidente da Abeoc/Paraná chama a atenção que o mercado de eventos movimenta uma cadeia com mais de 50 setores da economia, sendo que a maioria das empresas são micro ou de pequeno porte.








