Pesquisa da Fundação Telefônica Vivo mostra maior engajamento social e empreendedorismo jovem na internet

A Fundação Telefônica Vivo acaba de lançar a segunda edição do estudo Juventude Conectada, sobre o comportamento do jovem e sua relação com a tecnologia, disponível para download em www.fundacaotelefonica.org/acervo. Os dados revelam avanços em relação à edição divulgada em 2014 na participação social, no empreendedorismo e no comportamento do jovem. Para 85% dos entrevistados, o celular é o principal meio de conexão por permitir que esteja o tempo todo online. “O jovem está permanentemente conectado e encontrou na tecnologia uma forma de expressão livre com autonomia e protagonismo”, avalia o diretor-presidente da Fundação, Americo Mattar.
No que se refere à interação, os jovens acreditam que as amizades são construídas, independentemente da proximidade física. Mais do que uma extensão, a relação online complementa a offline. Os especialistas entrevistados concordam que a autenticidade ou profundidade das relações pode existir nas amizades virtuais que muitas vezes são transportadas para o ambiente não virtual.
O uso da tecnologia está incorporado em todos os aspectos da vida do jovem, exceto na educação. Apesar disso, os jovens estão convencidos de que podem aprender mais se tiverem acesso a tecnologias em sala de aula. Dos entrevistados, 92% concordam que a internet possibilita maior acesso a conhecimento e informações; 49% concordam que usar a internet melhorou a fluência em inglês; e 42% concordam que ficam mais motivados a estudar com o uso da internet.
A pesquisa também ganhou versão em vídeo, filmada em formato de série com quatro episódios de 26 minutos cada. O documentário “Juventude Conectada” reúne entrevistas com personagens reais que refletem as características identificadas nos quatro eixos da pesquisa. O material está disponível em youtube.com/fundacaotelefonica e pode ser utilizado para discussões em sala de aula, debates e reflexões.
Pontos importantes da pesquisa referentes à Região Sul
A Região Sul tem índices mais altos quando falarmos em quatro pontos: possui o mais alto percentual de jovens que pesquisam preços pela internet (83%, enquanto o Brasil apresenta 75%); a mais alta utilização de fóruns de discussão (35% enquanto o Brasil apresenta 27%); a mais alta utilização de cursos à distância (37% enquanto no país todo é 23%); e mais alta utilização de serviços de localização (82%, enquanto no Brasil é de 76%).
Em contrapartida, os jovens da região Sul apresentam índices de concordância mais baixos que os outros jovens do país nos pilares da pesquisa:
Em relação ao empreendedorismo, a região Sul concentra os jovens que menos concordam com os seguintes aspectos com relação à internet: pode acelerar o desenvolvimento de projetos – nota de concordância é 8,0 no Brasil e 7,4 na região); estimula inovação e a geração de novas ideias e soluções (7,5 em relação a 7,8 no Brasil); possibilita que pessoas com pouco capital tenham seus negócios (7,0 na região em relação a 7,4 no país).
No âmbito de comportamento, eles menos concordam que a internet proporciona descobertas que tornam a vida mais prática (nota do pais é 7,6 e da região 7,1); que a internet ajuda a aproximar as pessoas (6,9 em relação a 7,3 no país) e que a internet facilita a escolha de produtos e serviços porque as pessoas compartilham suas avaliações.
Em relação à participação social, os jovens da região são os que mais discordam que a internet: aumenta a participação de pessoas em manifestações (8,1 em relação a 7,8 no país); colabora para o aumento de uma visão crítica (8,0 em relação 7,8 no país); e são os que menos verificam e as fontes dos convites que recebem são confiáveis (8,0 em relação a 7,8 do país).
No eixo de educação, são os que menos concordam com a afirmação de que o professor passará a ser mais um orientador de estudos (6,5 em relação a 7,1); que é mais fazer trabalhos escolares consultando a internet (7,5 e 8,1 no brasil); e que ela ajuda a ter acesso a conteúdos atualizados (7,4 enquanto no Brasil é 8,1).








