Quanto é preciso para começar a diversificar os investimentos?

aplicacaoNão é preciso ter muito dinheiro para diversificar seus investimentos, ao contrário do que se imagina. Seja em períodos de dificuldade ou de bonança, é sempre bom considerar essa opção. “Um bom planejamento financeiro e um portfólio diversificado de investimentos são as melhores maneiras de se proteger das crises e atravessar momentos como o atual. Aliás, essa é a principal vantagem da diversificação: ela dilui riscos”, afirma Sinara Polycarpo, planejadora financeira CFP® certificada pelo Instituto Brasileiro de Certificação dos Profissionais Financeiros (IBCPF).
Segundo a profissional, antes de cogitar a possibilidade, é preciso ter uma reserva financeira que equivalha a, pelo menos, seis meses de seus gastos mensais. Assim, você não corre o risco de ficar na mão caso surja algum imprevisto, como desemprego. O mesmo vale caso você tenha algum gasto já previsto para os próximos 12 meses. Estes recursos devem permanecer em aplicações de baixo risco e maior liquidez, como CDB DI, fundos DI e Tesouro Selic. E nunca, nunca, retire dinheiro desse pé de meia para diversificar, pois ele deve estar disponível para qualquer emergência.

Reserva financeira garantida? Hora de pensar em diversificar os investimentos
O Tesouro Nacional é uma das principais alternativas para ampliar sua carteira, já que é possível comprar títulos a partir de R$ 30. Existem três modalidades: a Selic (acompanha os juros de referência do mercado brasileiro), IPCA (cobre a inflação e adiciona à rentabilidade cerca de 6% de juros ao ano) e pré-fixada (onde a taxa de juros é definida na compra do papel, sem variações). Enquanto a primeira opção é boa para investimentos de curto prazo, a segunda é ideal para os de longo prazo, já que protege o dinheiro da inflação. “Já a terceira, também recomendada para longo prazo, deve ter apenas parte do dinheiro para você se garantir caso a taxa básica de juros caia”, completa Sinara.
Partir para outras aplicações de renda fixa
Para Anderson Luís Paiva, gerente de planejamento da corretora Easynvest, partir para títulos privados, como CDB, LCI e LCA, é um caminho natural depois de já ter desbravado o Tesouro Direto. Uma das vantagens deles é que, além de ter melhor rentabilidade, eles ainda são à prova de crise. “Se, por algum motivo, o banco emissor desses títulos venha a falir, eles contam com o FGC (Fundo Garantidor de Crédito), que garante até R$ 250 mil de indenização por banco e por CPF. Com isso, seu investimento estará seguro”, conta.
As corretoras têm acesso a bancos de médio porte que costumam oferecer rentabilidade maior que a do Tesouro e dos grandes bancos de varejo. Porém, esse passo só vale a pena quando já se tem um montante considerável. É comum que os bancos de médio porte aceitem como mínimo o aporte de R$ 5 mil, mas mesmo os que aceitam R$ 1 mil podem cobrar uma taxa que faz com que o investimento não valha a pena. Para Sinara, R$ 10 mil é um ótimo valor para aplicar em bancos médios. Por isso, é altamente indicado juntar uma graninha no Tesouro Direto e, quando tiver uma boa quantidade, partir para a renda fixa privada.
Depois deste passo, também vale procurar as debêntures – papeis emitidos por empresas privadas, em vez de bancos, que aceitam aplicações a partir de R$ 500. “Elas não possuem o FGC, mas oferecem mais rentabilidade justamente por conta do maior risco”, diz Paiva.
Hoje em dia, com a Selic em 14,25% ao ano, partir para a renda variável só compensa se ela oferecer maior rentabilidade do que isso – ainda mais considerando que seu risco é maior. “Ou seja, partir para a renda variável é mais usual quando essa taxa de juros está em um patamar menor”, aconselha Paiva.
Para quem está apenas começando a desbravar essas terras, pode ser uma boa considerar os COEs (Certificado de Operações Estruturadas), que possibilitam o ganho de renda variável, mas com a segurança da renda fixa, já que você recebe o valor investido sem nenhum ônus, caso algo dê errado. Eles são oferecidos por bancos que emitem este certificado ou por corretoras.
Também é possível aplicar seu dinheiro nos ETFs (Exchange Traded Funds, ou Fundos de Índice). “Comprando apenas uma cota, você está adquirindo uma pequena parcela de uma cesta de ações, o que é melhor e ainda mais diversificado do que comprar a ação de uma única empresa”, garante Sinara. Porém, é preciso ficar de olho nas taxas mensais de custódia e de corretagem, que podem ser superiores às de fundos de investimentos com bons gestores. Embora elas permitam aplicações a partir de R$ 200, são muito mais vantajosas com valores maiores. A aplicação pode ser feita por intermédio de corretoras e alguns bancos.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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