Através de consulado instalado em Curitiba, Tanzânia busca negócios com empresas brasileiras
A Tanzânia, que nos últimos quatro anos vem crescendo em média 7% ao ano e deve prosseguir neste ritmo pelo menos até 2018, está buscando negócios com empresas brasileiras. Para tal, o País da África Oriental, que possui muito mais atrativos do que os seus belíssimos pontos turísticos, acaba de instalar em Curitiba um consulado, que é o primeiro da América Latina, visando atrair empresários, principalmente das áreas de infraestrutura, saneamento e agronegócio.
Eu conversei com o cônsul honorário da Tanzânia, o empresário curitibano, Jonathan Bittencourt, que possui empresas na Tanzânia, e ele me informou que no dia 20 de outubro próximo acontecerá a cerimônia de abertura do consulado, no auditório do Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. Essa será uma grande oportunidade para que o empresariado brasileiro conheça as riquezas do país, amplie seus horizontes e comece a pensar em novas frentes de negócios.
O cônsul honorário me explicou que a Tanzânia, embora seja dividida em 26 regiões, é bastante estável do ponto de vista político e possui abertura para aportes e investimentos nos setores de infraestrutura, como construção de estradas, aeroportos, portos, ferrovias e habitação; no agronegócio onde busca o aumento de tecnologias para produção e armazenagem, bem como indústrias interessadas no beneficiamento de commodities. Já na área de turismo, a Tanzânia busca investidores para a instalação de hotéis e resorts.
Segundo o cônsul honorário, a Tanzânia que tem 53 milhões de habitantes, possui três zonas incentivadas, com carga tributária reduzida, que aceitam investimentos a partir de US$ 500 mil. De acordo com Jonathan Bittencourt, a Tanzânia é um país que depende muito do agronegócio e o conhecimento do produtor paranaense poderá gerar uma boa conexão com os produtores daquele País. Só para se ter uma ideia da força das commodities da Tanzânia, 21% do total das exportações vêm do ouro; 6% do tabaco; 2,5% do café e 3,7% de castanhas.
Ainda de acordo com o cônsul, as empresas que quiserem montar uma indústria de beneficiamento de alimentos poderão importar equipamentos da China e utilizar a Tanzânia como porta de entrada para outros países. Bittencourt chama a atenção para o fato de que durante muitos anos o continente africano foi pouco valorizado. Os asiáticos já abriram os olhos e estão fazendo negócios lá. Se os brasileiros não fizerem o mesmo, vão perder tempo. A taxa de juro praticada na Tanzânia é de 12% ao ano e a inflação anualizada está na casa de 5,5%.









boa noite. preciso falar com alguem do consulado da tanzania . podem me passar o telefone ?
obrigado