Depois de passar por mudanças significativas, papelarias continuam atraindo os pequenos empreendedores

papelariaNos últimos 20 anos as papelarias passaram por mudanças significativas tanto no seu visual quanto nos tipos de serviços prestados. Muitas delas, inclusive, passaram a incorporar no seu interior um café, uma sala de leitura, ou até mesmo ambientes exclusivos para crianças. O setor também vem sofrendo com a forte concorrência dos supermercados na oferta de material escolar, especialmente no período que antecede o início do calendário letivo. E com a compra de kits escolares direto da indústria pelos governos estaduais e municipais, as papelarias tiveram que reverter esse quadro através da formação de associações e redes de negócios, uma vez que a grande maioria é formada por estabelecimentos familiares de pequeno porte, com o objetivo de conseguir descontos em compras centralizadas junto à indústria.

Outro movimento das papelarias foi a ampliação do mix de produtos, procurando oferecer aos clientes itens com maior valor agregado, especialmente no segmento de material de informática, e a prestação de novos serviços como impressão de cartão de visitas, fotocópias e encadernações. Além desse modelo empresarial também surgiu no mercado um novo modelo de negócios: as chamadas papelarias de luxo também conhecidas como “boutiques de papel”. Essas lojas possuem em geral como características uma decoração bem cuidada e oferecem uma enorme variedade de produtos com design especial e ofertam também os artigos de uma papelaria tradicional, com visual e acabamento que os fazem ser reconhecidos como presentes bonitos e úteis. Esse negócio destina-se a um público mais exigente, que requer um mix variado de produtos.

Mas, de uma forma geral, o ramo de papelaria costuma ser mais atraente para o pequeno empreendedor, pois o negócio pode ser montado em pequenos espaços e não exige grande experiência, apenas mão de obra especializada em certos serviços, como, por exemplo, encadernação.

Já a localização inadequada e a falta de variedade nos estoques são os principais riscos de uma papelaria. Desta forma, o negócio deve ser instalado em pontos comerciais próximos a escolas ou escritórios, que são os dois principais focos de consumidores. O empreendedor também deve observar as condições do mercado, de modo a evitar praças ou bairros já saturados.

Por último, o investimento para quem quer abrir uma papelaria de pequeno porte, em imóvel alugado, é de R$ 80 mil, de acordo com cálculos dos consultores do Sebrae.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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