Preço determina o ritmo da venda do imóvel usado

Azamor Carneiro: , além do preço correto, outros componentes podem acelerar a velocidade de vendas.
Azamor Carneiro: , além do preço correto, outros componentes podem acelerar a velocidade de vendas.

Avaliar corretamente o imóvel usado para determinar o seu valor real de mercado. De acordo com o diretor da Bee Rede Imobiliária, Azamor Carneiro, esse é um preceito fundamental para garantir a venda no atual panorama de mercado, e também um grande desafio. “A dificuldade é mostrar ao proprietário que tivemos uma euforia de preços altos e agora estamos em época de equalização e equilíbrio econômico-financeiro, o que exige adequação a uma nova realidade”, comenta. A associação congrega 34 imobiliárias e aproximadamente 200 corretores de imóveis, com mais de cinco mil imóveis para venda e locação em Curitiba e Região Metropolitana

O posicionamento é corroborado pelo presidente da Bee, Edson Luiz Esquinazi. “Imóvel fora do preço de mercado não vende. Hoje o comprador define o perfil do imóvel que deseja e compara com outros semelhantes. Dessa forma, ele tem uma base bastante sólida da variação de valores para aquele tipo de edificação e consegue identificar o que está e o que não está adequado ao mercado”, argumenta.
Para evitar que o imóvel fique na “prateleira”, gerando despesas fixas mensais ao proprietário de água, energia elétrica, IPTU, condomínio (no caso de apartamentos ou salas comerciais) e de manutenção (no caso de residências), Carneiro diz que a postura adotada pelas imobiliárias e pelos corretores de imóveis é explicar o processo de avaliação de forma detalhada ao proprietário. “É importante apresentar essa realidade, embasar e fundamentar bem a avaliação. O conhecimento técnico e a experiência do corretor de imóveis são essenciais nesse processo”, ressalta.

Localização, metragem, idade, acabamento, estado de conservação – e no caso de apartamento ou sala comercial também andar, posição solar, área comum e quantidade de vagas de garagem – são itens que influenciam bastante na definição do preço de um imóvel usado. Fatores bem diferentes dos avaliados para a composição do preço de um imóvel novo, que compreendem insumos, material, mão de obra, terreno, custo financeiro do empreendimento, projeto arquitetônico e de engenharia, entre outros.

Carneiro diz que o valor final do imóvel pode ser calculado tomando como base a área privativa/útil ou a área total. A área útil/privativa é aquela que o proprietário tem domínio integral, sendo delimitada pela superfície externa das paredes e todo o espaço usado de forma particular. A área total é a soma das áreas privativa e comum. A área comum corresponde aos ambientes compartilhados pelos proprietários das unidades, como escadarias, hall social, áreas de circulação.

Segundo Carneiro, além do preço correto, outros componentes podem acelerar a velocidade de vendas. Em Curitiba, ela passou de um período médio de 90 dias para em torno de 180 dias, em função do aumento da oferta não penas de usados, mas também de novos na cidade. “As pessoas estão pesquisando mais antes de fechar o negócio. Hoje, o cliente visita vários imóveis antes de formalizar a compra”, revela.

As benfeitorias estão entre os aceleradores da venda, especialmente se o imóvel for antigo, ou seja, tiver mais de 20 anos. “A mobília contribui para uma venda mais rápida se estiver bem conservada, caso contrário, é melhor vender o imóvel vazio. Se o piso for em carpê, a orientação é que ele seja trocado ou retirado. Já quanto a fazer uma reforma, essa é uma alternativa que contribui para o aumento da velocidade de venda, mas nem sempre o proprietário terá o retorno desse investimento”, alerta Equinazi. O presidente da Bee Rede Imobiliária lembra que limpeza, organização e arrumação no momento da apresentação do imóvel também fazem a diferença

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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