Nova previsão do PIB frustra mercado
A queda de 0,8% do PIB do terceiro trimestre de 2016 indica, claramente, que a anemia por que passa a economia brasileira é profunda. Os três setores que o IBGE analisa apontam que o quadro geral é recessivo. Nesse sétimo trimestre consecutivo de retração, serviços (-0,6%), Indústria (-1,3%) e agricultura (-1,4%) mantiveram o tom nada alvissareiro, adiando a expectativa de inflexão para o último trimestre ou, mais provavelmente, para 2017.
De acordo com o economista da Órama, Alexandre Espirito Santo, o PIB, sob a ótica da despesa, mostra um consumo absolutamente retraído, fruto do elevado desemprego, do ambiente recessivo e da taxa de juro elevada. A absorção interna, composta por consumo das famílias (-0,6%), investimentos das empresas (-3,1%) e gastos do governo (-0,3%) não consegue reverter esse quadro de torpor geral. Somente o setor externo apresentou números mais interessantes.
“De fato, a situação não permite devaneios. Como os investimentos caíram para 16,5% do PIB, o retorno ao crescimento torna-se ainda mais desafiador, pois os empresários estão reticentes e vêm adiando os investimentos. Precisamos, urgentemente, das reformas, que estabilizem nossa situação fiscal e permitam quedas mais significativas da taxa de juros. Sem essas, a recuperação será muito mais lenta e comedida e será adiada para meados de 2017, afirma.”








