Vitória de Trump já começa a se refletir no mercado financeiro do Brasil

A partir do momento em que foi oficializada a vitória de Donald Trump , para a presidência dos Estados Unidos, os investidores brasileiros, tanto pessoas físicas quanto jurídicas, começaram a indagar sobre até que ponto as suas aplicações serão afetadas. Toda essa preocupação tem como base as críticas feitas por Trump, ainda no período da campanha presidencial, sobre as baixas taxas de juros praticadas nos Estados Unidos, por muitos anos consecutivos, e inclusive, ele disse que vai promover mudanças no Banco Central americano. E uma coisa é certa, a intensidade e velocidade dessas mudanças vão se refletir aqui.
O dólar deve subir em níveis mais expressivos nos próximos dias. Aliás, a valorização do dólar em relação ao real já vinha acontecendo desde o início deste mês, ou a partir do momento em que terminou o prazo de repatriação do dinheiro que estava aplicado fora do País. Os investidores que possuem ativos no exterior não devem se preocupar com a vitória do candidato republicano, pois deverão se beneficiar com a alta do dólar. Por isso, não é interessante, neste momento, fazer resgates de fundos e ativos internacionais.
Aqui, o cenário já estava mudando antes mesmo da vitória de Trump. As taxas de juros já começaram a cair, acompanhando a queda da inflação. Portanto, este é o momento de reforçar posições em papéis prefixados e títulos atrelados à inflação, pois são aplicações flexíveis e que vão acompanhar o cenário atual.
As bolsas de valores que caíram nesta quarta-feira (9) em todo o mundo, abriram nesta quinta-feira (10) em alta em meio às expectativas de que Trump poderá adotar medidas fiscais expansionistas e outras políticas de crescimento econômico. O índice Bovespa iniciou o pregão com alta de quase 1%.
No mercado futuro, o dólar com vencimento em dezembro abriu com valorização de 1,72%, sendo cotado a R$ 3,29. No câmbio comercial, o dólar está sendo cotado neste momento para venda a R$ 3,28, com alta de 2,40%. Analistas de mercado estão prevendo que o dólar deve fechar o ano a R$ 3,60. Isso significa que as empresas que têm dívida em dólar ficarão ainda mais endividadas, mas os exportadores serão os grandes beneficiados com a valorização da moeda norte-americana.








