Cesta básica fica mais barata em 25 das 27 capitais pesquisadas pelo Dieese

Em Curitiba, a cesta básica subiu 7% de janeiro a novembro.
Em Curitiba, a cesta básica subiu 7,55% de janeiro a novembro.

A cesta básica ficou mais barata no mês de novembro em 25 das 27 capitais brasileiras onde é feita a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A maior queda ocorreu em Boa Vista (-7,35 %), seguida de Recife (-5,10%), Cuiabá (-4,68%), Salvador (-4,48%), Belo Horizonte (-4,20 %) e São Paulo (-4,08%) .

As duas únicas capitais onde os preços subiram foram Macapá (0,13%) e Rio Branco (0,37%). Mas o maior valor da cesta foi apurado em Porto Alegre (R$ 469,04 ). Na sequência das mais caras aparecem: Florianópolis (R$ 466,25) e São Paulo (R$ 450,39 ). Em sentido oposto, os menores custos foram encontrados em Recife (R$ 353,08 ) e Natal (R$ 354,59).

No acumulado de janeiro a novembro, todas as 27 cidades onde é feita a pesquisa apresentaram avanços, com destaque para Maceió (22,95%), Rio Branco (22,44%), Aracaju (20,53%) e Fortaleza (18,62%). Entre as capitais onde os preços subiram com menos intensidade estão: Recife (5,76%), Manaus (7,18%), Curitiba (7,55%) e São Paulo (7,72%).

Pelos cálculos do Dieese, o salário mínimo ideal para suprir as necessidades de uma família composta por quatro pessoas em novembro deveria ser de R$3.940, valor 4,48 vezes acima do atual (R$ 880). Em outubro, o mínimo ideal era R$ 4.016, ou 4,56 vezes o salário mínimo em vigor.

Segundo o levantamento, os principais itens que contribuíram para a redução do custo da cesta foram o leite integral, o feijão, o tomate e a batata. No sentido contrário, ficaram mais caros o café em pó, o açúcar e a carne bovina de primeira.

O preço do feijão carioquinha baixou em todas as capitais, com variações entre -24,83% (em Belém) e -0,53% (em Rio Branco). Segundo o Dieese, a queda se explica pela intenção de se resgatar o consumidor, que andava afugentado pelos altos preços praticados no mercado. Além disso, houve a entrada da terceira safra no mercado de abastecimento.

No caso do feijão preto, ocorreram oscilações para cima e para baixo. O produto ficou mais caro em Porto Alegre (2,66%), Florianópolis (2,49%) e Curitiba (1,71%). E diminuiu de preço em Vitória (-2,82%) e no Rio de Janeiro (-0,39%).

Entre os produtos com aumento a carne bovina apareceu mais cara em 18 cidades, com taxas que variaram de 0,04%, em João Pessoa e 4,28%, em Vitória. Nas nove cidades restantes onde o preço ficou mais conta, as quedas mais significativas foram: de 1,18%, em Salvador e de 1,03%, em Porto Velho.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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