Cresce demanda pelo aluguel de contêineres

O aluguel mensal de um contêiner não refrigerado varia de R$ 300 a R$ 500.
O aluguel mensal de um contêiner não refrigerado varia de R$ 300 a R$ 500.

Um mercado que não tem sentido a crise, e muito pelo contrário, tem crescido, é o de contêiner. Produzidos em quase a sua totalidade no mercado chinês, os contêineres estão cada vez mais sendo utilizados por empresas brasileiras para além de sua principal finalidade, que é o transporte de carga marítima. O que se vê hoje é que com a falta de infraestrutura do país, empresas dos mais diversos segmentos e portes têm optado pelo aluguel de contêineres para solucionar seus problemas de armazenagem. O segmento da construção civil, por exemplo, é uma das áreas que mais se beneficia com o uso dos contêineres, utilizando a estrutura para diversas finalidades, como acomodações, escritórios, vestiários, depósitos e alojamentos. Já os super e hipermercados, neste período em que há uma grande demanda por perus e demais carnes congeladas, recorrem ao aluguel de contêineres refrigerados para resolver os problemas de armazenamento desses produtos.

Eu conversei nesta quinta-feira (15) com o vice-presidente de Vendas da Delta Containers, Johatham Gabardo, e ele me explicou que hoje, 80% dos contratos fechados na empresa são de aluguel, pois quando acaba o contrato eles são devolvidos. No caso específico de contêineres refrigerados, além de economicamente mais viáveis, eles geram uma economia de 18% de energia em relação a uma câmara fria.

Outro item importante que tem sido levado em conta é o tempo de instalação desse tipo de estrutura. Gabardo me informou que um armazém com 400 contêineres refrigerados pode ser montado em no máximo 60 dias, ao passo que uma construção normal levaria, no mínimo, dois anos.

Com relação a preço, um contêiner refrigerado seminovo, com capacidade de 30 toneladas, pode ser comprado por cerca de R$ 25 mil. Já o aluguel médio é de R$ 1.500 por mês. No caso de contêineres não refrigerados, o custo de compra varia entre R$ 6,5 mil e R$ 8 mil, enquanto que o preço de aluguel oscila entre R$ 350 e R$ 500. De acordo com o vice-presidente de Vendas da Delta, a entrega para todo o Brasil é feita em no máximo 48 horas.

A empresa paranaense que atua nesse mercado há 35 anos, também possui um serviço de acompanhamento técnico para os módulos refrigerados e disponibiliza um manual de uso do produto para garantir a qualidade das mercadorias estocadas. Seus produtos vão desde contêineres refrigerados, câmaras frias e módulos para obras a projetos especiais em contêineres secos, como casas de alto padrão, escritórios modulares, lojas, restaurantes, pop ups e fast foods.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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