Mercado brasileiro de utensílios domésticos deve crescer 30,8% até 2020

utensilios-domesticosResistindo à crise econômica, o mercado nacional de utensílios domésticos mantém trajetória ascendente. De acordo com dados da consultoria Euromonitor, apenas as vendas de itens para armazenagem e preparo de alimentos, por exemplo, registraram crescimento de 56,6% nos últimos cinco anos, indo de R$ 1,5 bilhão em 2010 para R$ 2,3 bilhões em 2015. Ainda segundo a Euromonitor, agora a expectativa é que as vendas continuem avançando pelos próximos cinco anos. A previsão da consultoria é que até 2020 o segmento cresça 30,8% com relação ao último ciclo, atingindo uma quantia em torno de R$ 3,1 bilhões.

Outro estudo sobre o setor é o promovido pela consultoria Bain & Company, que revela que os utensílios domésticos, juntamente com os aparelhos eletrônicos, foram os itens mais buscados pelos clientes dos serviços de comércio eletrônico em 2015. Esses itens representaram cerca de 70% das vendas efetivadas através de e-commerce no ano passado.

Com a demanda em alta, as empresas do setor buscam eficácia nas cadeias de distribuição. Dinamismo e capilaridade são essenciais para atender o cliente onde e quando a compra for efetuada. Estes critérios foram essenciais para que uma das grandes do segmento, a Tramontina, firmasse contrato com a operadora logística Panalpina Brasil, que passou a ser responsável pela logística de exportação da empresa para a América do Norte e América Central. “Iniciamos o negócio com a Tramontina em agosto de 2016 e, desde então, somos os responsáveis por todas as suas exportações para esses mercados, através do transporte marítimo com partida do porto de Rio Grande, Rio Grande do Sul, estado em que a empresa está sediada”, conta a gerente de vendas da Panalpina Brasil em Porto Alegre, Aline Boeira.

A Panalpina é responsável pelos embarques de todas as linhas de produtos do extenso portfólio da marca para esses destinos, que contém mais de 18 mil itens, como equipamentos para jardinagem, ferramentas e móveis, além das tradicionais linhas de cutelaria, de panelas e de utensílios para o lar, que concentram a maior porcentagem das vendas da empresa.

Movimentação de cargas — Sob responsabilidade da operadora logística de origem suíça está a movimentação dos produtos da Tramontina desde a sua origem, no Rio Grande do Sul, para diversos mercados (Canadá, Cuba, Estados Unidos e México são alguns exemplos), com um total de 1.840 TEU’s (1 TEU = 1 contêiner de 20 pés) por ano. “Uma das rotas principais é Houston, nos Estados Unidos, com volume de 1.430 TEU’s. A Tramontina possui uma unidade na cidade de Sugar Land, que fica próxima a esse porto”, acrescenta Aline.

Além de fazer toda a exportação marítima da marca, a gerente de vendas da Panalpina reforça que a operadora logística também é responsável por auxiliar a companhia gaúcha em um projeto que visa reduzir custos no transporte. “Esse projeto tem o objetivo de efetuar o reaproveitamento de contêineres que abastecem as plantas da Tramontina com matéria prima, estufando-os com a produção destinada à exportação. Dessa forma, otimiza-se a operação, já que os contêineres nunca são transportados vazios, o que faz com que a empresa reduza custos”, completa.

O contrato firmado junto à Panalpina Brasil contribuiu também para o repasse, por parte da Tramontina dos Estados Unidos, de responsabilidades relacionadas ao desembaraço aduaneiro da marca para a Panalpina norte-americana, situada em Houston.

Para o diretor de marketing e vendas da Panalpina Brasil, Gustavo Paschoa, a conquista de um cliente como a Tramontina representa a consolidação da companhia em um mercado de extrema importância para a economia nacional e no qual a logística é determinante, o de utensílios domésticos. “Estamos felizes com esta parceria e esperamos que gere bons negócios para ambas as empresas”, conclui.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *