Em tempos de empoderamento feminino, mulheres ocupam cargos na indústria antes destinados somente aos homens

Segundo dados recentes do Ministério do Trabalho e Emprego, a participação das mulheres na indústria cresceu 14,3% em 20 anos. Em 1995, elas ocupavam 22,5% dos postos do setor e em 2015 esse percentual subiu para 25,8%. Número esse pequeno, se comparado ao total dos postos das mulheres no mercado de trabalho, que é de 41%. A boa notícia? Algumas empresas nacionais saem na contramão dessas estatísticas e colocam mulheres em cargos antes destinados somente aos homens, como é o caso da Adecol, maior fabricante de adesivos industriais do País e com capital 100% nacional.

Atualmente, 10% das suas colaboradoras estão na linha de produção e operam máquinas, como é o caso de Dalila Justino da Silva, 42 anos, e Gabriela Silva Santos, 34 anos. “Entrei na Adecol para trabalhar como terceirizada, na parte da limpeza e foi no dia a dia que notei o quanto me interessava por todas aquelas máquinas e o funcionamento de cada uma delas. Conversei com o RH e pedi uma oportunidade. Foi aí que eles me ofereceram o cargo de ajudante de produção e acabei me destacando. Hoje, apenas 2 anos e meio depois, já sou operadora”, conta Dalila. “O mais bacana é que nunca enfrentei preconceito por conta da minha função nem dentro e nem fora da Adecol. É hora das mulheres mostrarem toda a sua força”, completa.

Outra colaboradora que também ocupa o cargo de operadora de máquinas é a Gabriela Silva dos Santos, de 34 anos, ex-terceirizada da parte de alimentação que assumiu um cargo dentro da Adecol há 3 anos.

“Vi outras mulheres assumindo cargos na fábrica e me animei. Pedi uma oportunidade e me deram. Comecei na embalagem e hoje opero máquinas”, diz Gabriela. Pouca gente olha torto, mas algumas pessoas falam que é serviço pesado, que tem de ser feito por homem, mas não existe serviço pesado, existe força de vontade”, finaliza.

A Adecol não faz distinção ao sexo na hora da contratação e homens e mulheres ganham o mesmo salário correspondente ao cargo de execução. Segundo Ana Julia Kiss, diretora industrial da empresa, eles têm pretensão de aumentar o contingente feminino. “Em diversas situações as mulheres acabam sendo muito mais detalhistas, o que contribui para a saída final do produto”, conta. “Além disso, elas também são muito produtivas”, revela.

A empresa mantém um crescimento médio anual de 20% há mais de 15 anos. “Tenho certeza que grande parte de todo esse sucesso da nossa empresa vem da garra e do equilíbrio de todas essas mulheres que estão com a gente”, declara Ana. “Em um mercado liderado por homens isso faz a diferença”, finaliza.

Os segmentos com maior crescimento de mulheres empregadas no período são mineração (65,8%), material de transporte (60,8%), alimentos e bebidas (49,3%), madeira e mobiliário (39,3%), indústria mecânica (37,3%) e papel e gráfico (24,7%).

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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