Mitos e verdades sobre abrir uma loja virtual

E-commerce. Shopping cart with cardboard boxes on laptop. 3d
E-commerce. Shopping cart with cardboard boxes on laptop. 3d

O e-commerce cresce a cada dia no Brasil e muita gente que pensa em empreender opta por abrir uma loja virtual em vez de física, devido a questões como custos iniciais mais baixos, operação mais simples e possibilidade de começar sem estoque. De acordo com a ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico) o crescimento nacional para o ano de 2017 é de 12% comparado ao ano passado, com faturamento em R$ 59,9 bilhões e mais de 200 milhões de pedidos em lojas virtuais. No entanto, ainda há dúvidas como o quão baixo é o investimento necessário, o quanto é possível faturar, em quanto tempo e quantos tipos de produtos deve-se oferecer.

“Abrir um e-commerce pode parecer fácil em alguns aspectos, mas embora seja um negócio bastante vantajoso em relação à abertura de uma loja física, existe um passo a passo que deve ser seguido”, explica Bruno de Oliveira, especialista em e-commerce e criador do Ecommerce na Prática.com. “Sempre recomendo investir em um planejamento adequado, definindo o nicho em que ser irá atuar, além da estrutura e dos canais de atendimento. Abrir uma loja virtual não é tão simples quanto se acredita, é preciso tomar alguns cuidados”.

O especialista desvenda mitos e verdades sobre empreender no e-commerce:

O custo para abrir uma loja virtual é zero- Mito!

E-commerce 3D Concept  in Blue with Bar Chart Graph
E-commerce 3D Concept in Blue with Bar Chart Graph

Segundo o especialista, embora o investimento inicial em um e-commerce seja bem mais reduzido do que o de uma loja física, é inviável começar sem gastar nada. “Sempre é necessário investir, mesmo que pouco. É possível optar por uma plataforma de e-commerce de baixo custo, ou até mesmo começar somente via redes sociais, mas ainda assim será necessário ter verbas para criar a marca, montar uma estrutura adequada e comprar os primeiros produtos, mesmo que seja uma quantidade limitada”, comenta.

Ou seja, esqueça a ideia de que é possível começar uma loja virtual do zero investindo zero! “De forma geral, podemos falar em um investimento mínimo de R$ 1.000 a R$ 20 mil”, explica.

Não importa o tamanho do negócio, uma loja virtual sempre agrega valor- Verdade!

loja virtual3De acordo com Oliveira, há quem acredite que somente empresas grandes podem ter e-commerce e ser competitivas na internet.

“Esse é um erro recorrente, pois é possível sim abrir uma loja virtual tendo um negócio de pequeno porte, e isso certamente vai ajudar o empreendedor a ampliar seu faturamento e abrir novas frentes de atuação. Empresas de qualquer porte podem se beneficiar do e-commerce”, comenta.

Vou ganhar rios de dinheiro da noite para o dia- Mito!

“Essa mentalidade, é totalmente falsa, embora o e-commerce permita um crescimento mais acelerado do que uma loja física, abrir um negócio virtual é como abrir qualquer outro negócio, e exige um determinado tempo para que se alcance o sucesso”, comenta Oliveira. “De modo geral, o prazo para o retorno do investimento de uma loja virtual não é tão distante do de uma loja física. Se o empreendedor achar que em uma semana ou um mês vai ficar milionário, ele irá se frustrar e corre o risco de desistir”. No entanto, ele explica que no e-commerce é possível crescer com muito pouco dinheiro, optando por reinvestir os lucros iniciais. “Quanto menor o investimento inicial, mais rapidamente é possível recuperá-lo. Por isso, o prazo para colher frutos é relativo”.

Consigo abrir uma loja virtual com poucos produtos- Verdade!

Goods On Conveyor Belt In Distribution Warehouse“Essa é uma grande vantagem do e-commerce, ao contrário da loja física é possível começar com poucos produtos, ou até mesmo com um único produto. De início, não é preciso ter um grande estoque”, explica Oliveira.

Segundo ele, é mais importante ter quantidade de itens de um mesmo produto do que ampla variedade. “Começar com estoque reduzido é inclusive uma vantagem, pois simplifica a operação e diminui as chances de apostar em muitos produtos diferentes que depois não tenham demanda. Indico que, após definir o nicho em que irá atuar, o empreendedor pesquise sobre esse setor para definir um produto inovador e com alta procura, para ser seu “carro-chefe”, diz.

Qualquer pessoa pode administrar um e-commerce- Mito!

O comércio eletrônico é uma atividade diferente do varejo físico, por isso, embora a experiência com uma loja física seja um diferencial, é preciso se capacitar.

“Achar que qualquer um é capaz de gerir uma loja virtual é um erro. É importante estudar, fazer cursos de gestão e aprender a usar ferramentas que possam ser aplicadas no negócio, além de buscar a ajuda de pessoas que já empreenderam com sucesso no e-commerce”, explica. “Dessa forma, fica mais fácil minimizar falhas e acelerar o caminho rumo ao sucesso”, conclui o especialista.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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