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Apesar da recessão, saldo da balança comercial do Paraná continua positivo

A balança comercial paranaense encerrou o mês de fevereiro com um saldo positivo de 343,9 milhões de dólares. O resultado é 45,9% maior do que o saldo do mesmo mês em 2016. Os itens que apresentaram as maiores taxas de crescimento nas exportações foram produtos de petróleo e derivados, que tiveram um aumento 744,14%; material de transportes, com acréscimo de 62,19%; carnes apresentou uma elevação nas vendas de 34,30%; e mecânica com aumento de 29,63%. Os dados são do relatório Desempenho do Comércio Exterior Paranaense, elaborado pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) com base em informações do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Os itens que mais contribuíram para a entrada de receitas em dólar para o Estado foram os produtos do complexo soja, que somaram US$ 478,5 milhões; carnes com 443,6 milhões; material de transportes US$ 280,5 milhões; e madeira US$ 151,1 milhões.

As exportações paranaenses tiveram um crescimento de 15,30% no primeiro bimestre, se comparado ao mesmo período do ano anterior, atingindo US$ 2,161 bilhões em mercadorias vendidas. “Os dados mostram que apesar da recessão econômica pela qual o país passa, alguns segmentos que exportam estão conseguindo contribuir para o equilíbrio da balança comercial do Estado bem como no esforço de retomada do crescimento da atividade industrial”, analisa o gerente de Economia, Desenvolvimento e Fomento da Fiep, Marcelo Percicotti.

Os principais mercados consumidores de produtos paranaenses foram: a China, que comprou US$ 247,8 milhões em soja; a Argentina, que movimentou US$ 92,1 milhões na aquisição de automóveis de passageiros; os Estados Unidos, que importaram do Brasil US$ 23,8 milhões em madeira perfilada; e a Arábia Saudita, que comprou US$ 93 milhões em carnes e miudezas.

Os países que tiveram as maiores taxas de crescimento nas compras de mercadorias paranaenses nos dois primeiros meses do ano foram a economia iraniana, com aumento de 356% e a Angola que importou do Paraná 137%.

O que o Paraná compra

As importações continuam crescendo no ano e movimentaram US$ 1,8 milhão em aquisição de mercadorias e serviços até fevereiro. Os dados acumulados apontam um aumento de 20,3% no primeiro bimestre em relação ao mesmo período de 2017.

Apresentaram taxas de crescimento consideráveis a importação de carnes, bebidas e cereais. Em valores, os grupos de produtos que mais contribuíram foram: produtos químicos, com uma movimentação de US$ 478,5 milhões; petróleo e derivados, que acumulou US$ 291,2 milhões; material de transportes, com importações no total de US$ 240 milhões; e materiais elétricos e eletrônicos, que representam US$ 140,7 milhões.

Os Estados Unidos foram o país que mais vendeu para o Paraná. A relação de compra de óleos de petróleo movimentou US$ 265,5 milhões. A China vendeu US$ 157,5 milhões em adubos. O Paraná comprou veículos de transporte de mercadorias da Argentina, que acumulou US$ 40,5 milhões. Por último, a compra de milho paraguaio movimentou US$ 21,3 milhões.

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Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

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