Mercado de doces continua crescendo, mas para empreender nessa área é preciso qualidade e profissionalismo

O mercado de doces continua crescendo e uma boa opção para aqueles que pretendem empreender nessa área é vender para cafés, lanchonetes e outros estabelecimentos frequentados para lazer. Os produtos de uma fábrica de doces também podem ser comercializados em supermercados ou mercearias. Só que nesses locais, a concorrência é bem maior. Outra boa opção é fechar parcerias com docerias finas. Neste caso, o empresário encontrará a vantagem de fornecimento exclusivo, pois as franquias não se arriscam a mudar de fornecedor quando finalmente encontram o sabor e a qualidade esperada. Mas, para galgar nesse mercado, é preciso qualidade, originalidade e acima de tudo profissionalismo. Também é importante que o empresário se identifique com o ramo e conheça as principais mudanças ocorridas na fabricação e vendas de doces.

Atualmente, os doces não são mais produzidos de forma artesanal, a não ser que o empresário desenvolva a produção no meio rural e, mesmo assim, encontram-se resquícios de automação. Isso porque a fabricação de doces tem como processos modernos a elaboração da embalagem, as normas de segurança da Vigilância Sanitária, a automação e outros fatores que tornam o ramo mais profissional.

Quanto à localização, a fábrica de doces poderá se instalar em qualquer local, desde que tenha estrutura. O ideal é um galpão com pelo menos 150 m², com água potável e boa ventilação. O local deve ser limpo e bem equipado. O layout da fábrica deve ser em círculo, para que todos trabalhem com um espaço confortável e possam se locomover bem. O espaço central deve ser reservado para instalação de balcão frigorífico, freezer horizontal e prateleiras com louças e garrafas.

Outro item importante para a produção de doces, é a administração da matéria-prima, de forma que não falte, e ao mesmo tempo não seja comprada em excesso, uma vez que alguns produtos são perecíveis e não podem ser estocados por muito tempo. No caso dos fornecedores, eles devem estar em harmonia com a produção, fornecer produtos de qualidade e nos prazos estabelecidos.

Por último, é importante que o empresário conte com uma equipe de trabalho disciplinada e comprometida com as normas de higiene e segurança. Também é aconselhável a contratação de um representante comercial que não só consiga vender os produtos fabricados, mas que tenha como habilidades o poder de negociação, flexibilidade e capacidade profissional para representar o negócio com confiabilidade.

O investimento para abrir uma fábrica de doces, em imóvel alugado, de acordo com cálculos dos consultores do Sebrae é de cerca de R$ 80 mil.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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