Mulheres batem recorde na abertura de pequenos negócios

Mulheres batem recorde na abertura de pequenos negócios

Com 42% dos novos negócios sob liderança feminina e forte presença entre MEIs, avanço reforça a importância da qualificação profissional

O empreendedorismo feminino atingiu um novo marco no Brasil em 2025. De acordo com levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, com base em dados da Receita Federal, mais de 2 milhões de pequenos negócios abertos no período foram liderados por mulheres, o equivalente a cerca de 42% do total. O número representa um crescimento expressivo em relação ao ano anterior, com mais de 320 mil novas empresas femininas.

No total, o país registrou 4,96 milhões de novos microempreendedores individuais (MEIs) e micro e pequenas empresas, que correspondem a 96% de todos os negócios abertos no Brasil. Entre eles, a maior presença feminina está entre as microempreendedoras individuais, que somaram 1,6 milhão de novos CNPJs, também cerca de 42% do total de MEIs. Já nas microempresas e empresas de pequeno porte, as mulheres representaram 39% das aberturas.

Apesar do avanço, os dados indicam que a participação feminina ainda diminui à medida que o porte das empresas cresce, evidenciando desafios relacionados à expansão e consolidação dos negócios liderados por mulheres.

Indústria

No recorte por setores, a indústria apresentou a maior participação feminina na abertura de empresas em 2025, com 45% dos novos negócios sob liderança de mulheres. Em seguida aparecem os setores de serviços, com 44%, e comércio, com 43%, enquanto a construção civil segue com menor presença feminina, com apenas 11%.

Regionalmente, o protagonismo feminino no empreendedorismo se distribui por todo o país, com destaque para o Sudeste e o Sul. O Rio de Janeiro lidera o ranking nacional, com 44,3% das empresas abertas por mulheres, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 42,9%, e São Paulo, com 42,8%. Na média nacional, a participação feminina na abertura de pequenos negócios ficou em 41,7%. Estados como Paraná, Santa Catarina e Espírito Santo também aparecem próximos ou acima da média, reforçando a força do empreendedorismo feminino nessas regiões.

Qualificação impulsiona crescimento

O avanço do empreendedorismo feminino também tem sido acompanhado por um movimento crescente de busca por qualificação profissional, especialmente em áreas ligadas à gestão e à operação dos negócios. Nesse contexto, a formação em administração ganha destaque como uma das principais aliadas para transformar iniciativas em negócios consolidados.

“Com uma presença significativa entre microempreendedoras, muitas mulheres iniciam suas empresas de forma individual e, ao longo do tempo, passam a demandar conhecimentos mais estruturados para organização financeira, planejamento estratégico e crescimento sustentável”, afirma Jéssica Giustino, Superintendente de Franquias de educação do CEBRAC (Centro Brasileiro de Cursos).

Além da gestão, áreas ligadas à geração de renda rápida e ao consumo recorrente, como o setor de beleza, também acompanham esse movimento. A busca por cursos profissionalizantes voltados à beleza e bem-estar tem crescido entre mulheres que desejam empreender com autonomia, aproveitando a alta demanda por serviços personalizados e de fácil acesso.

“Esse cenário reforça a importância da capacitação como ferramenta estratégica para reduzir desigualdades no empreendedorismo e ampliar as chances de sucesso dos negócios liderados por mulheres. Ao combinar conhecimento técnico com visão de mercado, a qualificação contribui diretamente para a longevidade das empresas e para o fortalecimento da presença feminina em diferentes setores da economia”, finaliza Jéssica.

Crédito da foto: Freepik

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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