Geração Z transforma hobbies em renda extra

Movimento fortalece propósito e desenvolve habilidades empreendedoras desde cedo
O que antes era apenas um passatempo vem ganhando status de segunda fonte de renda para a Geração Z. Cada vez mais, os hobbies se consolidam como uma alternativa econômica relevante, redefinindo a relação desses jovens com o trabalho. De acordo com o relatório da PYMNTS Intelligence, mais da metade dos Gen Z já obtém 57% de sua renda total com side gigs, os trabalhos paralelos. Esse número marca a ascensão de um novo modelo econômico, pautado pela autonomia, criatividade e pelo avanço da digitalização.
Na prática, essa transformação tem um grande catalisador: as redes sociais. Plataformas como TikTok, Instagram e Twitch migram dos espaços de entretenimento para se tornarem vitrines e canais de venda acessíveis. Habilidades em áreas como artesanato, confeitaria, ilustração, edição de vídeo e até organização digital conquistam uma audiência global. Além das visualizações, conteúdos que mostram bastidores, processos criativos ou tutoriais geram identificação, constroem comunidade e, naturalmente, abrem espaço para a monetização, muitas vezes estruturando negócios paralelos com potencial de longo prazo.
Terreno fértil
No Brasil, esse movimento encontra um terreno particularmente fértil. Dados do IBGE indicam que a Geração Z já representa cerca de 48% da população economicamente ativa entre 15 e 29 anos, aproximadamente 47 milhões de pessoas altamente conectadas e que valorizam a liberdade de criar o próprio caminho profissional.
“Para os Gen Z, ganhar dinheiro não precisa estar restrito a uma única atividade, nem seguir uma lógica tradicional de carreira. O mais importante é ter liberdade para criar, testar, errar, ajustar e crescer no próprio ritmo”, afirma Ricardo Malaquias, Diretor de Estratégia, Cobrança e Operações da Simplic, plataforma de empréstimo pessoal 100% online.
Nesse contexto, soluções como o crédito pessoal têm sido um apoio importante para o impulso inicial, viabilizando a compra dos primeiros equipamentos e ferramentas. Segundo o especialista, a combinação entre tecnologia, criatividade e acesso democratizado a recursos foi determinante para a consolidação de um modelo de trabalho mais diversificado, resiliente e alinhado aos propósitos individuais.
Fontes de renda
A lógica é pragmática: é possível trabalhar com o que se ama sem depender exclusivamente de estruturas corporativas — e com maior estabilidade, já que a renda pode vir de múltiplas fontes simultaneamente.
Para Malaquias, essa transformação impacta em múltiplos aspectos: “Esse processo contribui para a formação de uma mentalidade empreendedora desde cedo, fortalecendo a autoestima, a autonomia e o senso de propósito. Além disso, funciona como um verdadeiro campo de treinamento para habilidades essenciais, como gestão de projetos, planejamento financeiro, comunicação digital e estratégia de marca, que serão valiosas independentemente do caminho profissional futuro”, finaliza.








