Confecção de roupas de tricô é um negócio em alta, mas os empreendedores devem estar atentos aos processos de gestão e a sazonalidade do setor

70% do faturamento das confecções correspondem à produção de roupas para o inverno.

Já se foi o tempo em que o tricô era apenas um passatempo das donas de casa. Hoje, a prática tornou-se uma indústria vibrante do mercado de moda, estimulando o surgimento de milhares de confecções que produzem peças de roupas versáteis e atraentes. Mas, o êxito desse tipo de negócio não depende apenas do talento e da criatividade para o tricô. É fundamental que os empreendedores conheçam o negócio, as tendências do setor, os processos de gestão da empresa e os equipamentos disponíveis no mercado.

Outro ponto importante que deve ser observado é a sazonalidade. Só para se ter uma ideia, nada menos do que 70% do faturamento das confecções correspondem à produção de roupas para o inverno. Por isso, recomenda-se a realização de ações de pesquisa de mercado para avaliar a demanda e a concorrência. Os empreendedores também podem se aproveitar da competitividade internacional do país para produzir peças originais e ganhar mercado não só aqui como também no exterior.

Sites especializados em moda dão conta de que o segmento de confecção de roupas de tricô mantém-se aquecido e em expansão. Por sua vez, a evolução na composição dos fios tem favorecido a manutenção da demanda por esse tipo de produto. Hoje podem ser encontrados no mercado uma diversidade de fios que permite a manutenção do uso das roupas de tricô em todas as estações do ano e em todas as regiões do país, favorecendo, também, as exportações.

Segundo especialistas, a diversidade de fios chega a criar dificuldade na escolha, sendo necessário que o empresário tome cuidado e faça a seleção pelas marcas mais conhecidas.

Quanto à localização do ponto comercial, esta é uma decisão relevante para uma confecção de roupas de tricô. Dentre todos os aspectos importantes para a escolha do local, devem-se considerar prioritariamente a densidade populacional, a visibilidade do imóvel, o perfil dos consumidores locais, a concorrência, a proximidade com fornecedores e a segurança do local.

Já o investimento vai variar muito de acordo com o porte do empreendimento. De acordo com cálculos dos consultores do Sebrae, uma confecção de roupas em tricô, estabelecida num imóvel alugado de 120 m², exigirá um investimento inicial em torno de R$ 65 mil.

Por último, a criação de uma marca própria de roupas é o próximo passo para o sucesso. Neste momento, o negócio dará um salto enorme, transformando-se em uma confecção com mais investimentos, estilista próprio e canais de venda especializados. Tal expansão só deve ser realizada após alguns anos de estabilidade, com clientela consolidada e reconhecimento do mercado.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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