Novas estratégias para o mundo digital

Prosperar no mundo digital exige pensar e colocar em prática novas estratégias. As empresas precisam se adaptar constantemente a um cenário em que predomina a disruptividade. O desafio é muito grande, apontaram Andrew Romans, cofundador e sócio do Rubicon Venture Capital, e Pedro Waengertner, CEO da ACE, principal aceleradora de startups da América Latina, que participaram da Sessão Inovação & Negócios: Novos Tempos, Novos Modelos – Corporate Venture Capital, no último dia da Expogestão, que aconteceu em Joinville (SC) de 9 a 11 de maio.

O sócio de Rubicon Venture Capital aponta que as grandes empresas precisam incorporar startups para participar mais ativamente da nova revolução industrial, devido à maior facilidade que elas têm em lidar com as mudanças.
Uma das características desta era é o uso de softwares dinâmicos, que envolvem aspectos como a facilidade de ligação entre máquinas e internet, o sensoreamento e a geração de grandes volumes de dados. “O mundo está exigindo cada vez mais velocidade na execução”, destaca.

Para as startups brasileiras, Romans recomenda que procurem ter uma atuação global. Um dos fatores propícios é a dimensão continental do Brasil. O modelo também é adotado por Israel, uma das principais referências mundiais em inovação. “Não dá para ficar isolado. É preciso contar com o máximo de ajuda possível.”

As empresas precisam estar atentas às novas tendências tecnológicas. Mas não podem ficar só restritas a isso. “Outras coisas também evoluem”, destaca Waengertner, da ACE. Segundo ele, em maior ou menor grau, todas as empresas são de tecnologia.

Também é mais difícil definir quem é o concorrente. “A concorrência não é esse cara definido. Não se sabe onde está o inimigo.” Ele exemplifica mostrando que os concorrentes dos grandes bancos são as fintechs – startups do segmento financeiro -, como, por exemplo, o Nubank.

Segundo Waengertner, é possível inovar nas corporações adotando princípios das startups. Algumas estratégias são as de trabalhar com estruturas mais flexíveis e fluídas e interagir mais com os clientes, melhorando os produtos ou serviços de acordo com suas recomendações. Isto é mais crucial em áreas que envolvem mais incerteza, como marketing, produto e pesquisa e desenvolvimento.

As startups, segundo ele, têm mais permeabilidade. “Elas interagem mais com o seu ambiente.” Outra pratica que pode ser adotada pelas corporações é uma maior tolerância ao erro. Ele lembra que quanto mais erros são cometidos, maiores são as possibilidades de se acertar. Outra lição que as empresas podem aprender com as startups é a de jogar no ataque. Waengertner destaca que é necessário pensar em estratégias para dominar o mercado de atuação e formas de criar novos mercados.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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