Talento, determinação e paixão que rompem fronteiras

O pintor, escultor, desenhista, caricaturista, escritor, ator, cenógrafo e ilustrador Juarez Machado subiu ao palco da Expogestão para falar sobre criatividade e mostrar ao público que talento, determinação e paixão rompem fronteiras. “Eu nasci artista. Meu sonho era ser o Juarez Machado”, disse. Mas, acrescentou, para isso precisou batalhar muito e correr atrás de seus objetivos.
Ao falar de sua infância, Juarez Machado lembrou do ambiente em que foi criado, um lar simples, mas onde se respirava criatividade. O pai dele era um inventor. Lembrou de um episódio em que o pai criou uma caneta que era um revólver. “Isso muito antes do 007”, brincou. Na juventude, usava a alma de artista para inventar suas roupas. Recorda que enquanto os jovens da época usavam casacos com abotoaduras de ouro, ele inventava as suas com cabos de escova de dentes. “E as meninas adoravam minhas invenções”, relembra.
Mas Juarez sentia que precisava ir atrás de seus sonhos e alimentar seu desejo de ser um grande artista. Foi para Curitiba estudar Artes. E aos poucos conquistava o Brasil. Juarez queria mais. Queria todos os tipos de artes. Não só pintura. Desejava escrever, ilustrar, cantar, esculpir. E Joinville não tinha biblioteca, museu… “É preciso sonhar, sim. Mas é necessário acreditar no seu taco de bilhar. Esse é o segredo para vencer”, reforçou o artista. O esforço e a dedicação são fundamentais para o sucesso. Juarez, que levanta cedo e dorme tarde, não para. “Tenho necessidade de produzir. Vocês jamais vão me ver deitado numa rede”, emendou o alegre e contagiante artista.
Aproveitou a oportunidade para declarar sua paixão pela vida. “Tenho muita alegria em viver. Acredito no meu trabalho. Quando eu me olho no espelho tenho vontade de dar um beijinho no Juarez Machado. Queria beijar a bochecha, mas acabo beijando sempre a boca”, disse brincando.
Aproveitou também para divulgar o Instituto Internacional Juarez Machado, um exemplo de empreendedorismo que abriga parte do acervo e de suas memórias e promove o intercâmbio de artistas do Brasil e do exterior a partir de projetos e ações que contemplem as mais diversas formas de expressão e manifestações artísticas e culturais.
“Sempre desejei dar um presente para Joinville. Quero deixar um legado para a cidade, para mim e para a família”, contou, explicando que um dos grandes objetivos do Instituto é contribuir para despertar, principalmente nas crianças e jovens, o gosto pela arte.
Crédito da foto – André Kopsch








