Decoração de ambientes é um mercado em crescimento, mas que requer muita habilidade e profissionalismo do empreendedor
Até o fim dos anos 80, a decoração de ambientes era restrita a pessoas de posse. A partir dos anos 90, esse tipo de serviço se tornou fundamental para adequar os móveis ao seu contexto, congregar todos os equipamentos e ainda criar uma atmosfera específica. Hoje o setor conta com o apoio da Associação Brasileira de Designers de Interiores, uma entidade de classe forte, com estrutura e penetração nacional, que congrega mais de 5 mil profissionais.
Mas este é um trabalho que requer conhecimento, uma vez que dimensionar os espaços exige habilidade para colocar dentro deles o essencial e tudo o que vai proporcionar bem-estar, harmonia e conforto. Outro item importante do mercado de decoração de ambientes é que ele é dividido em diversos segmentos. O residencial é voltado a projetos de interiores para casas e apartamentos, novos ou em reforma, localizados no campo, na cidade ou na praia, com intervenção em cozinhas, banheiros, dormitórios, salas ou outras áreas. O empresarial ou corporativo se destina a projetos para empresas e escritórios. No segmento de saúde, o trabalho do decorador é voltado para ambientes desenvolvidos sob rígidas condições de controle para hospitais, clínicas, ambulatórios, consultórios médicos e dentários. Na área de entretenimento, o profissional se utilizará de avançada tecnologia para salas de cinema, teatros, casas de espetáculos, museus, galerias de artes, clubes de música e de jogos. E no varejo, o trabalho do decorador é dirigido para projetos de lojas, supermercados, shoppings, showroom, padarias e outros espaços para a comercialização de produtos e serviços. Já um segmento especial é o mercado de decoração para crianças. Trata-se de um cenário todo particular e versátil que envolve fantasia, música, esportes e jogos eletrônicos.
Quanto à localização, este tipo de negócio requer cuidados especiais. Portanto, antes de partir para a escolha do imóvel é importante que o empreendedor faça uma pesquisa de mercado considerando o potencial de renda per capita da região, além da existência de público-alvo e concorrência. Instalar-se em áreas comerciais pode ser a melhor solução, pois abrange tanto o público empresarial quanto as pessoas que buscam um serviço de decoração para suas residências.
Já o investimento não é pequeno. De acordo com cálculos dos consultores do Sebrae, dependendo do porte da empresa, o empresário deverá dispor de recursos entre R$ 60 mil e R$ 180 mil para a reforma das instalações, compra de mobiliário e equipamentos, despesa de registro da empresa e uma parte para capital de giro de forma a suportar o negócio nos primeiros meses de atividade.








