Demanda das empresas por crédito cai 4,5% no primeiro semestre
A demanda das empresas por crédito caiu 4,5% no primeiro semestre de 2017 em comparação com o primeiro semestre do ano passado. Foi o que apurou o Indicador Serasa Experian de Demanda das Empresas por Crédito. Foi o pior resultado para um primeiro semestre desde 2013 quando, naquele ano houve retração de 4,7% no acumulado dos primeiros seis meses na demanda empresarial por crédito.
Olhando apenas o mês de junho/17, houve queda de 6,6% na demanda por crédito empresarial em relação a maio/17, e recuo de 10,7% na comparação interanual, isto é, comparativamente a junho/16. De acordo com os economistas da Serasa Experian, a retração da demanda empresarial por crédito no primeiro semestre deste ano é consequência direta do fraco desempenho da economia sobre o dia-a-dia das empresas. Com vendas e produção estagnadas, há menor necessidade de capital de giro para a produção, como também para investimentos.

A queda da busca empresarial por crédito no primeiro semestre de 2017 foi determinada pelo comportamento das médias e grandes empresas que exibiram retrações de 9,7% e de 9,1%, respectivamente. Já nas micro e pequenas empresas o recuo foi menor, de 4,3% frente ao primeiro semestre do ano passado.
Em junho/17, houve queda de 0,5% na demanda das grandes empresas por crédito, recuo de 1,7% nas médias empresas e retração de 6,8% na procura por crédito pelas micro e pequenas empresas.
Todos os setores econômicos pesquisados apresentaram quedas em suas demandas por crédito no primeiro semestre de 2017 na comparação com o mesmo período do ano passado: Indústria (-7,2%); Comércio (-6,0%) e Serviços (-2,3%).
Em junho/17, as empresas do setor de serviços recuaram sua demanda por crédito em 8,5% frente a maio/17 ao passo que as empresas dos setores industrial e comercial acusaram retrações: -5,6% na indústria e -4,8% no comércio.
No acumulado do primeiro semestre de 2017, a demanda empresarial por crédito recuou em todas as regiões do país: Norte (-5,0%); Centro-Oeste (-5,3%); Nordeste (-6,2%); Sudeste (-3,1%) e Sul (-5,8%).








