Economista do Santander projeta cenário favorável para que as empresas voltem a investir ainda este ano e também em 2018

Um cenário positivo para os últimos quatro meses deste ano e indicadores econômicos positivos para 2018, depois de praticamente três anos de recessão, foram apresentados na noite desta terça-feira (22), em Curitiba, para acionistas, analistas, empresários e investidores do Banco Santander, durante reunião pública anual do Ciclo Apimec Santander Brasil. Eu conversei com o economista Luciano Sobral, que comandou o encontro, e ele me disse que diante da situação atual, vários indicadores foram revistos. A melhor notícia é a volta do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) que segundo análises do Santander deverá ficar em 0,5%, este ano, e 2,5% em 2018. Já a queda dos índices inflacionários, este ano, permitirá a continuidade de redução das taxas de juros.
O economista me adiantou que o Santander está projetando para este ano uma inflação de 3,8% e de 4,2% para 2018. Segundo Luciano Sobral, a redução do preço dos alimentos diante da safra agrícola, que atingiu em 2017 níveis recordes, foi o principal motivo da queda dos índices inflacionários até agora. No entanto, a tendência é que os preços dos produtos agrícolas voltem aos padrões históricos normais, em 2018, e com isso a inflação pode subir um pouco, mas mesmo assim não fugirá do controle.
Projeções da equipe econômica do Banco Santander apontam que com a inflação controlada, a taxa Selic deverá terminar o ano em 7,5% e permanecerá nestes níveis ao longo de 2018. De acordo com Luciano Sobral, o cenário atual e as projeções futuras são favoráveis para que as empresas voltem a investir, uma vez que com os juros mais baixos os financiamentos ficarão mais baratos. Eu perguntei ao economista quais os setores que deverão sair na frente e fazer novos investimentos e ele me apontou os segmentos automotivo, imobiliário e eletrodomésticos, em especial, às indústrias fabricantes da linha branca.
Para o economista do Santander, a faísca que está faltando para a recuperação total da economia brasileira é o fim do desemprego e a volta do consumo. Mas, o grande problema ainda que continuará impedindo grandes avanços é a indefinição com relação aos candidatos que disputarão as eleições presidenciais no próximo ano. Enquanto não houver uma definição do quadro eleitoral, os empresários relutarão a fazer grandes investimentos em seus negócios.
Quanto ao câmbio, as exportações estão crescendo em função principalmente da safra agrícola e as contas externas são favoráveis. Portanto, segundo o economista só uma mudança no cenário internacional pode mexer nas cotações do dólar.







