Empresa de reciclagem de alumínio é um negócio rentável e tem amplo mercado de comercialização

O processo de reciclagem do alumínio é bastante praticado no Brasil, uma vez que 98% de todas as latas de alumínio são recicladas, principalmente por cooperativas e catadores de lixo, segundo dados da associação Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre). O alumínio é um material atraente para o mercado de reciclagem devido ao seu preço elevado. Eu fiz uma pesquisa e constatei que o quilo de alumínio reciclado custa em média R$ 3,50. Para efeito de comparação, o quilo do papel branco custa R$ 0,20 e o quilo de garrafas PET varia entre R$ 0,70 e R$ 1,30.

A reciclagem de alumínio é o processo pelo qual o metal pode ser reutilizado em determinados produtos. O processo resume-se no seu derretimento, que é muito menos dispendioso e consome menos energia do que produzir o alumínio por meio da bauxita. A extração e o refino deste minério requerem enormes gastos de eletricidade, enquanto a reciclagem requer apenas 5% da energia para produzi-lo. Já o mercado de comercialização é amplo, uma vez que o alumínio é encontrado em diferentes formas e usos que vão desde um simples utensílio doméstico a produtos da linha branca. O alumínio reciclado pode ser obtido a partir de esquadrias de janelas, componentes automotivos, eletrodomésticos, latas de bebidas, entre outros. Outro item importante é que a reciclagem não danifica a estrutura do metal, que ainda pode ser reciclado infinitamente e reutilizado na produção de qualquer produto com o mesmo nível de qualidade do alumínio recém-produzido por mineração.

Quanto à localização da empresa, o empreendedor deve consultar a Prefeitura de sua cidade, uma vez que os municípios brasileiros possuem um Plano Diretor Urbano (PDU) no qual é definido que tipo de negócio pode ou não ser instalado em determinadas áreas e bairros. A montagem da usina deverá ser o mais distante possível de áreas residenciais, já que este tipo de empresa gera muito barulho e também grande movimento de pessoas e de veículos de cargas. Uma opção para os empresários é montarem pontos descentralizados de coletas fora de sua indústria, evitando o grande fluxo de catadores no local.

Já o investimento para a estruturação da empresa irá variar segundo a concepção do negócio, mas o capital inicial não poderá ser inferior a R$ 60 mil, valor este que pode mudar conforme a localização, tamanho e produção diária. Por sua vez, o retorno é estimado em menos de dois anos.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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