Fiscalização das balanças em linha de produção em indústrias de balas, chocolates, massas e biscoitos é considerada ilegal

Rommel Barion: , “a ação foi movida para defender os interesses das empresas associadas”.

As empresas filiadas ao Sindicato das Indústrias de Cacau e Balas, Massas Alimentícias e Biscoitos de Doces e Conservas Alimentícias do Estado do Paraná (Sincabima) tiveram ganho de causa na ação movida contra o Inmetro e Ipem/PR. A decisão judicial declarou ilegítima a cobrança da Taxa de Serviços Metrológicos sobre a fiscalização das balanças destinadas às atividades internas das empresas representadas pela organização.

A Taxa de Serviços Metrológicos, instituída pelo art. 11 da Lei nº 9.933, de 20 de dezembro de 1999, tem por objetivo viabilizar as atividades de fiscalização dos equipamentos de pesagem utilizados nas indústrias, em especial para o controle de balanças que determinam o peso final do produto. Normalmente, a checagem acontece na balança final da linha de produção. No entanto, o que estava acontecendo é que estes órgãos realizavam a fiscalização também nas balanças internas utilizadas para pesagem de matéria-prima, o que não é correto, explica Camila Balbinot, advogada do sindicato patronal. E acrescenta: “a referida taxa é cobrada por cada equipamento verificado, ou seja, no momento da fiscalização é emitido um relatório onde constam todos os dados do aparelho, ocasião em que também é gerado um boleto que engloba o custo do serviço realizado”.

Nos últimos anos, as empresas representadas pelo Sincabima passavam por vistorias e fiscalizações excessivas em suas fábricas, em especial no tocante à aferição das balanças. De acordo com Rommel Barion, presidente do Sincabima, “a ação foi movida para defender os interesses das empresas associadas no que se refere ao abuso das autoridades, porque entendemos que a cobrança realizada na fábrica para a aferição de balança não era justa. Acredito que por isto a nossa tese prevaleceu. Assim, trazemos uma economia para os empresários, fortalecendo a representatividade do sindicato na defesa dos interesses”, declara.

Após decisão judicial favorável ao Sincabima, foi determinado ao Ipem/PR e Inmetro de se absterem da fiscalização e verificação destes equipamentos internos utilizados no processo produtivo das empresas, exceto a balança que é colocada no final da linha de produção. Segundo Camila, com isso, é possível evitar cobrança de taxas derivadas de fiscalizações indevidas desses equipamentos, eventuais autuações com imposição de multas e consequentes execuções.

O Sincabima como sindicato patronal e legítimo representante das empresas alimentícias – especialmente na defesa de interesses – tem a missão de representar e orientar estas indústrias para o desenvolvimento e a sustentabilidade do setor. Após a sentença que julgou procedente o pedido inicial para o fim da fiscalização dos instrumentos metrológicos internos, “a expectativa é que as novas medidas evitarão que as indústrias sejam surpreendidas com gastos desnecessários, superando inclusive a insegurança jurídica que vinha pautando a atuação desses órgãos de fiscalização”, finaliza a advogada.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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