No dia do lojista e diante das perspectivas de recuperação é fundamental que as lojas adotem algumas estratégias para aproveitar o novo ciclo de crescimento
Nesta quarta-feira, 30 de agosto, celebra-se o Dia do Lojista, profissão que é responsável por fazer girar uma das rodas mais importantes da economia, que é o varejo. Com a queda dos juros, aumento na procura por crédito e o recuo de preços de alguns produtos, o mercado projeta aumento das vendas do varejo já para este segundo semestre. Aliás, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) prevê crescimento de 1,6% nas vendas até o final do ano.
No entanto, a perspectiva otimista, não dispensa as lojas de programarem as estratégias necessárias para aproveitar este novo ciclo de crescimento e se adiantarem frente à concorrência. Eu conversei com alguns especialistas de varejo e eles me apontaram algumas medidas para ajudar os lojistas a otimizarem as vendas nestes últimos quatro meses do ano.
A primeira delas é fazer uma análise do fluxo de consumidores. Hoje a tecnologia permite que o varejo físico aposte no modelo de loja do futuro. Já existem ferramentas de acesso à Internet das Coisas por meio de sensores para controle de fluxo. Ao se conectar ao smartphone do cliente, por exemplo, a tecnologia permite registrar dados como horário de entrada e saída da loja e as áreas mais circuladas dentro da loja, entre outras informações.
Já para acompanhar a transformação digital que o comércio vem passando, os lojistas precisam unificar todos os canais de venda e transmitir sempre a mesma mensagem. É o chamado de omnichannel. Na prática, isso significa fazer com que os vários pontos de relacionamento com o consumidor se transformem em uma experiência única de compra. Ou seja, é possível, por exemplo, oferecer ao cliente as opções de comunicação integradas, permitindo a compra no site e a retirada ou troca na loja física.
Focar nos dispositivos móveis é outro ponto importante a ser observado. De acordo com o estudo Webshoppers de 2017, realizado pela Ebit, 48 milhões de consumidores compraram no comércio eletrônico pelo menos uma vez em 2016, sendo que 21,5% das transações on-line foram realizadas via dispositivos móveis. “Uma das principais inovações neste cenário foi a adoção de outros canais de comunicação, como SMS, notificações por Facebook, Instagram e Snapchat – e aplicativos corporativos. Hoje, é possível escolher por qual meio o cliente será impactado pela primeira vez e, com base em suas reações”, afirma o diretor geral da All iN, Victor Popper.
Para aumentar a competitividade dos negócios, o controle de estoques é uma atividade essencial. A falta de material em estoque pode fazer com que o nível de serviço seja comprometido e clientes não sejam atendidos. Por outro lado, o excesso de material em estoque traz problemas para o fluxo de caixa, espaço e perdas.
Por fim, o pós-venda deve ser uma preocupação constante. Ao contrário do que muitos lojistas pensam, o pós-venda não se resume apenas à solução de problemas. Esse momento reúne atividades de marketing efetuadas depois da realização de uma compra. As estratégias podem ser desde pesquisas de satisfação à manutenção do relacionamento com o cliente e ações para fidelizá-lo. “Essas medidas são cruciais para qualquer loja, seja ela física ou virtual, pois ao cativar o consumidor a loja viabiliza vendas futuras.








