Setor de serviços cresce 1,3% em junho, mas cai 4,1% no primeiro semestre do ano

Em junho, o setor de serviços apresentou crescimento de 1,3% no volume de serviços prestados frente a maio (série com ajuste sazonal), após ter registrado crescimento de 0,5% em maio (revisado) e de 1,1% em abril. Na série sem ajuste sazonal, no confronto com junho de 2016, o setor apontou queda de 3,0%, após ter registrado quedas de 1,9% em maio e de 5,7% em abril. Com esses resultados, a taxa acumulada no ano ficou em -4,1% e, em 12 meses, -4,7%.

Por atividade, em relação a maio de 2017 (série com ajuste sazonal), apresentaram crescimentos os segmentos de Serviços prestados às famílias e Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio, ambos com 1,0%, Serviços profissionais, administrativos e complementares (0,8%) e Outros Serviços (0,7%). O único recuo foi registrado nos segmentos de Serviços de informação e comunicação (-0,2%). O agregado especial das Atividades turísticas apresentou crescimento de 5,3% na comparação com maio.

A receita nominal em junho registrou variação de 1,0% em relação a maio (série com ajuste sazonal) e, na comparação com mesmo mês do ano anterior, ficou em 3,2%. A taxa acumulada no ano ficou em 1,6% e, em 12 meses, 0,6%.

No 2º trimestre de 2017, o setor de serviços registrou variação positiva de 0,3% frente ao 1º trimestre na série livre de influências sazonais, interrompendo uma sequência de nove trimestres seguidos de resultados negativos.
No que concerne aos resultados semestrais, o setor de serviços registrou, em volume, recuo de 1,3% no 1º semestre de 2017 em relação ao 2º semestre de 2016, na série livre de influências sazonais, configurando-se como o menor recuo desde o 1º semestre de 2015.

Em termos de composição da taxa global de volume, sem ajuste sazonal, as contribuições positivas foram dos segmentos Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio, com 0,4 p.p. e dos Serviços prestados às famílias, com 0,2 p.p. As contribuições negativas foram as seguintes: Serviços profissionais, administrativos e complementares, com -1,7 p.p.;Serviços de informação e comunicação, com -1,2 p.p e Outros serviços, com -0,7 p.p.

Setor de serviços tem primeira variação trimestral positiva após nove trimestres seguidos de resultados negativos

No 2º trimestre de 2017, o setor de serviços registrou variação positiva de 0,3% frente ao 1º trimestre na série livre de influências sazonais, interrompendo uma sequência de nove trimestres seguidos de resultados negativos. Os crescimentos observados nos Serviços profissionais, administrativos e complementares (1,4%) e nos Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (0,7%) contribuíram para o resultado positivo desse trimestre.

Apresentaram recuos os segmentos de Outros serviços (-3,6%), Serviços de informação e comunicação (-1,6%) e Serviços prestados às famílias (-0,9%). O agregado especial das Atividades turísticas apresentou queda de 1,1%. Na comparação com o 2º trimestre de 2016, o setor apresentou retração de 3,6%, a menor retração desde o 3º trimestre de 2015, constatando-se crescimentos nos Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio, com 1,6%, e nos Serviços prestados às famílias, com 0,7%. A maior queda foi observada nos Outros serviços, com -10,6%, seguidos dos Serviços profissionais, administrativos e complementares, com -7,8% e dos Serviços de informação e comunicação, com -2,8%. Nessa mesma base de comparação, as Atividades turísticas recuaram 5,4%.
Roraima, Mato Grosso e Amazonas apresentam os maiores crescimentos entre maio e junho

No que se refere aos resultados regionais do setor de serviços em junho, com ajuste sazonal, as maiores variações positivas de volume, em relação a maio, foram registradas em Roraima (6,8%), Mato Grosso (6,1%) e Amazonas (5,4%). As maiores variações negativas foram observadas no Rio Grande do Norte (-3,6%), Ceará (-2,2%) e Maranhão e Minas Gerais (ambas com -1,6%).

Quanto aos resultados sem ajuste sazonal, na comparação com igual mês do ano anterior, Mato Grosso com 20,3%, Paraná, com 7,0% e Amazonas, com 5,3%, foram as maiores variações positivas. As maiores variações negativas foram registradas no Distrito Federal, com -16,8%, Roraima, com -16,3% e em Rondônia, com -14,3%.

Atividades turísticas: São Paulo, Rio Grande do Sul e Goiás têm maiores variações entre maio e junho
Em termos regionais, analisando-se os resultados de volume, na série livre de influências sazonais das Atividades turísticas, segundo as Unidades da Federação selecionadas, apenas o Distrito Federal apresentou variação negativa (-0,5%). As variações positivas, por ordem de variação, foram as seguintes: São Paulo (4,0%), Rio Grande do Sul (3,9%), Goiás (3,2%), Espírito Santo (3,0%), Rio de Janeiro (2,7%), Pernambuco (2,5%), Bahia (2,3%), Santa Catarina (2,1%), Paraná (1,8%), Minas Gerais (1,3%) e Ceará (0,3%).

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior sem ajuste sazonal, as variações positivas foram as seguintes: Goiás (15,0%), Pernambuco (7,9%), Santa Catarina (5,6%), Paraná (3,9%), Bahia (3,8%) e Minas Gerais (1,7%). As variações negativas foram as seguintes: Distrito Federal (-22,3%), Rio de Janeiro (-19,8%), Espírito Santo e Rio Grande do Sul (ambas com -7,8%), São Paulo (-2,7%) e Ceará (-1,5%).

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *