De nada adianta uma empresa vender bem e até ter lucro se não souber administrar o capital de giro
Nos últimos meses, tem sido muito comum ouvirmos queixas de empresários de que apesar das vendas estarem crescendo em volume e o negócio registrar lucro, a empresa não está conseguindo pagar todas as suas despesas mensais. Diante de tal situação, os empresários se veem obrigados a recorrer a limites de crédito, ou então a buscarem opções de financiamento de dívidas em instituições financeiras pagando altos juros.
E daí vem o questionamento e até mesmo uma certa revolta sobre qual é o motivo disso tudo estar acontecendo. Eu conversei com alguns especialistas em gestão de finanças e a resposta que me foi dada, é que o problema dessas empresas está no capital de giro. Aliás, além de muito importante, esse recurso é o responsável por fazer a empresa girar. Em geral de 50% a 60% do total dos ativos de uma empresa representam a fatia correspondente a este capital.
O estoque de uma empresa é formado e mantido em função das necessidades do mercado consumidor e está sempre sofrendo mudanças de investimentos. Quanto maior a necessidade de investimento nos estoques, mais recursos financeiros a empresa deverá ter, o que justifica a importância do capital de giro. Além disso, quanto mais prazo o empresário oferecer ao cliente ou quanto maior for a parcela de vendas a prazo no faturamento, mais recursos financeiros a empresa deverá ter. Portanto, as decisões de compras e vendas não podem ser tomadas sem nenhum critério.
Administrar o capital de giro da empresa significa avaliar o momento atual, as faltas e as sobras de recursos financeiros e os reflexos gerados por decisões tomadas em relação às compras, vendas e à administração do caixa.
Para prevenir a insuficiência do capital de giro é fundamental que a empresa mantenha o controle da inadimplência; renegocie as dívidas para longo prazo e reduza custos e despesas.
Por fim, os empresários devem sempre ter em mente que o dinheiro do capital de giro é para curto prazo. Por isso, não é aconselhável que ele esteja preso a investimentos de prazos maiores. O dinheiro pode até ser aplicado, desde que tenha liquidez diária a fim de diminuir a desvalorização frente à inflação. Outro erro muito comum nas empresas é tomar atitudes contando com um dinheiro que possivelmente pode entrar no caixa. Somente deve ser considerada como receita aquilo que já entrou no fluxo de caixa como, por exemplo, a nota fiscal emitida.








