Flexibilização de horas de trabalho é tendência para cargos estratégicos

Antes da reforma trabalhista prevista para começar a vigorar em novembro deste ano, com uma série de novos ajustes entre empregado e empregador, a Luandre, consultoria em RH com 47 anos de experiência, que atende 200 das 500 maiores empresas do Brasil, nota que a questão de flexibilização de horas já é uma realidade entre os profissionais de áreas administrativas e estratégicas e, notadamente, em startups ou multinacionais dos segmentos de telecomunicações, tecnologia e farmacêutica.

Há alguns anos, a questão de foco em resultados passou a ser uma premissa para empresas e a contagem de horas trabalhadas saiu de cena para dar lugar a uma relação mais madura entre as duas pontas (patrão e funcionário), de forma que existe hoje uma liberdade maior com relação à hora de chegada e de saída, desde que cumpridos compromissos e carga horária.

“Isso é, sem dúvida, uma nova política nas empresas e que vem dando certo”, conta Juliana Constantino, gerente de unidade da Luandre. “A compreensão da empresa em relação às demandas pessoais de seus funcionários em vez de comprometer o trabalho gera satisfação entre os profissionais, o que aumenta a retenção de equipe, melhora a produtividade e abre espaço para o engajamento de todos. Ou seja, propiciar um bom ambiente de trabalho é um cuidado que as empresas vêm tendo para obter melhores resultados e para não arcar com o alto o custo de desligamento”, explica.

Se em 2016, eram 2000 vagas neste perfil de flexibilidade, em 2017, são 2240 – isso é um aumento de 12%, que deve ser ainda maior, considerando que ainda faltam quatro meses para fechar o ano.

Outro dado que demonstra essa atualização das relações de trabalho é o crescimento de 114% dos coworkings ou espaços compartilhados em relação a 2016, sendo 40% desse montante em São Paulo e 62% deles nas capitais ou cidades com mais de um milhão de habitantes, segundo a terceira edição do Censo Coworking 2017. Ao todo, são 56 mil estações de trabalho, 313 mil metros quadrados ocupados, 82 milhões de reais movimentados, 210 mil pessoas circulando e 3.500 empregos gerados.

Ainda de acordo com a pesquisa, 12% dos profissionais que ocupam esses espaços são da indústria criativa, incluindo comunicações, e 4% focados na área de TI, segmentos em que a Luandre também percebe essa maior possibilidade de flexibilização de horários.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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