Produtos orgânicos ganham preferência de muitos consumidores, mas empreendedores que pensam em investir no ramo devem estar integrados ao novo conceito de alimentação

Empreendedor precisa tomar muito cuidado com a seleção dos seus fornecedores.

Uma verdadeira onda verde vem varrendo o mundo e indicando os alimentos orgânicos como uma alimentação saudável e que pode prolongar o tempo de vida das pessoas. Mas, o empreendedor que pretende ingressar nesse ramo de atividade e ter sucesso no seu negócio, deve estar completamente integrado ao conceito de alimentação orgânica, que acima de tudo envolve o comprometimento social. Na verdade, existe uma clara distinção entre o conceito de Produtos Naturais e Produtos Orgânicos. Quando se fala em orgânicos se refere a produtos em que em nenhuma etapa de produção são utilizados produtos químicos.

A legislação referente a lojas de produtos orgânicos é a mesma aplicada a produtos de produção em massa. Em termos comerciais não há nenhuma diferença, seja ela de mercadoria ou tributária. São também necessários os mesmos procedimentos em relação à constituição da empresa e alvarás. E dependendo do tipo de produto que será vendido, será necessária a aprovação de entidades ligadas à saúde pública.

Já a grande dúvida do pequeno empresário que está ingressando no segmento é que tipos de produtos mais atraem os consumidores e que devem ser vendidos em uma loja de orgânicos. Eu conversei com alguns especialistas e eles me explicaram que tudo dependerá do espectro do mercado de produtos orgânicos em que se pretende atuar. A opção mais barata para quem está começando, é trabalhar com alimentos secos, como grãos, farelos e suplementos, pois não exigem um grande investimento em termos de freezers e stands de display climatizados. Mas, para quem dispõe de um capital maior, pode pensar em verduras e legumes frescos e também no segmento de produtos animais orgânicos.

Quanto ao investimento, tudo dependerá do tamanho do negócio. Para uma loja de pequeno porte, de 60 metros quadros, montada em imóvel alugado, serão necessários R$ 50 mil, já incluindo a formação do estoque inicial. Já os custos fixos mensais da loja são de cerca de R$ 10 mil.

Por último, o empreendedor precisa tomar muito cuidado com a seleção dos seus fornecedores. Em muitas regiões já existem cooperativas de produtores orgânicos. Porém, é importante pesquisar a fundo se os fornecedores possuem certificação, de forma que os clientes se sintam confiantes em relação à qualidade dos produtos.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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