Borracharias encontram boas oportunidades de negócios, mas empreendedores precisam estudar bem o ambiente e o mercado onde pretendem investir

A frota de veículos, considerando automóveis, caminhões, caminhonetes, ônibus e motocicletas no Brasil totaliza hoje cerca de 80 milhões, sendo que 7 milhões circulam no Paraná. Estes números por si só demonstram um elevado potencial de mercado para o segmento de borracharia. Agora, se considerarmos os dados da Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos, que apontou a produção de cerca de 71 milhões de pneus, ou uma queda de 1,6% no ano passado, podemos constatar que esta redução do total de reposições sugere que os donos de veículos estão optando por utilizar os pneus por mais tempo, abrindo um leque de possibilidades para os donos de borracharias. Outro fator que colabora para a geração de oportunidades de negócios para os donos de borracharias é a deficiente conservação da malha rodoviária brasileira.

Apesar do negócio demandar um investimento pequeno e não haver muita exigência de qualificação profissional é importante que o empreendedor estude o ambiente em que pretende abrir o seu negócio, de forma a conhecer alguns dados importantes para que possa determinar as estratégias de atuação e o nicho que pretende atender, uma vez que o atendimento a um veículo leve é muito mais fácil e rápido quando comparado ao trabalho em um veículo de grande porte, a exemplo de um cavalo mecânico trucado ou extra-pesado. Verifica-se ainda, que os preços praticados pelas borracharias são variáveis e diferenciados, de acordo com a região em que estão localizadas. Nos locais em que a população tem maior poder aquisitivo, os valores superam aos cobrados pelas borracharias que estão situadas em zonas periféricas, mas isso não significa que a qualidade do serviço seja inferior.

Quanto à localização do negócio, esta é uma decisão relevante no negócio, e preponderante para o sucesso ou fracasso do empreendimento. Para escolha do ponto ideal, é importante que se conheçam informações sobre alguns dados relevantes como fluxo de veículos no local, tipo de veículo que mais trafega e existência de concorrentes na área. Uma boa opção é o aluguel de instalações em postos de combustível e oficinas mecânicas. No entanto, caso a opção seja pelo transporte pesado de cargas ou de passageiros, como caminhões e ônibus, o ponto escolhido deve prioritariamente estar localizado em rodovias com grande fluxo de veículos.

Por fim, o investimento vai variar de acordo com o porte do empreendimento. Segundo cálculos dos consultores do Sebrae, uma pequena borracharia estabelecida em área alugada de 30m² exigirá investimento inicial de apenas R$ 20 mil.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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