Mesmo com a crise, venda de cosméticos continua em alta. Por isso, investir numa central de compras pode ser uma boa alternativa para empreendedores
No cenário atual de aperto financeiro, é possível que muitas pessoas fiquem receosas em investir em grandes empreendimentos. Porém, o mercado de cosméticos vem dando mostras de que mesmo com a crise, o negócio tem apresentado resultados positivos. Hoje, por exemplo, um em cada dez brasileiros usa algum tipo de cosmético para retardar o envelhecimento. Há cerca de quinze anos a proporção era de um a cada cem.
Agora, o empreendedor que pretende ingressar neste segmento deve estar consciente que terá pela frente muitos concorrentes. Existem no Brasil mais de 2.500 empresas atuando no mercado de produtos de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, mas apenas 20 são de grande porte, porém representam 73% do faturamento total.
Uma boa alternativa para os empreendedores que pretendem ingressar no setor de cosméticos é montar uma central de compras. Até alguns anos atrás, uma boa parte das centrais de compras de cosméticos tinham como seu principal foco apenas o serviço de compras coletivas. Com a evolução do conceito de “associativismo”, algumas centrais passaram a se denominar “centrais de negócios” e a prestar outros serviços aos clientes como o desenvolvimento de marcas próprias, troca de informações sobre novas formulações de produtos, pesquisas de tendências de consumo, compra de embalagens e produção centralizada de rótulos.
As iniciativas para estruturar uma central de compras de cosméticos podem partir de um grupo de empresários que desenvolvam uma visão de “cooperativismo” ou então por empreendedores que visualizem esta oportunidade de negócio. Entre os principais desafios estão a credibilidade e imagem perante os fornecedores; o raio logístico, ou seja, a distância geográfica entre os municípios que pode dificultar as entregas e reuniões periódicas e a dificuldade em conscientizar os clientes para padronização do mix de produtos.
Quanto à localização do negócio, o fator primordial está diretamente relacionado com a existência de clientes próximos, ou seja, fábricas e lojas de cosméticos, disponibilidade de mão de obra e acesso facilitado. Em grandes centros ou cidades de médio porte, existem os distritos industriais que são áreas que podem ser consideradas ideais para a montagem desse tipo de negócio, uma vez que possuem infraestrutura planejada.
Já o investimento para montar uma central de compras de cosméticos vai variar de acordo com o seu porte. Entretanto, de acordo com cálculos dos consultores do Sebrae, para uma abrir uma central de pequeno porte, em imóvel alugado, serão necessários cerca de R$ 100 mil.
Por último, é importante que os empreendedores saibam que esse ramo é feito de tendências, e, portanto, altamente renovável. Neste sentido, os empresários devem ficar ligados às novas tendências para terem bons lucros, porque a procura por novos produtos é cíclica e sempre haverá uma nova fase surgindo e novas mercadorias chegando.








