Poucas empresas adotam a logística reversa, que é tema de seminário nesta quarta-feira em Curitiba

Desde que a Política Nacional de Resíduos Sólidos foi aprovada, as empresas brasileiras não têm outra opção a não ser lidar com seu lixo. E a logística reversa é o caminho para resolver o problema e um grande meio de amenizar a degradação ambiental. Vale destacar que a logística reversa nada mais é do que um conjunto de procedimentos e meios para recolher e dar encaminhamento no pós-venda ou pós-consumo ao setor empresarial, para reaproveitamento ou destinação correta de resíduos.
No Paraná, uma boa parte das empresas possui um plano de logística reversa, mas os números ainda são baixos. Em Curitiba, por exemplo, que é modelo no programa Lixo que não é Lixo, apenas 4% das embalagens são recicladas. Embora o percentual seja pequeno, representa o dobro das demais capitais.
Para analisar a logística reversa nas empresas paranaenses, bem como os principais desafios e oportunidades enfrentados, está sendo realizado nesta quarta-feira (18), em Curitiba, o 1° Seminário Paranaense de Logística Reversa, promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), com o apoio do Instituto Paranaense de Reciclagem (InPAR). Nada menos do que 500 profissionais da indústria, empresários, consultores e estudantes se inscreveram para participar do evento, que acontece na sede da Fiep.
Eu conversei com o presidente do InPAR, o empresário Rommel Barion, e ele me disse que as empresas têm desempenhado o seu papel no que diz respeito à reciclagem do lixo, mas o problema é quando o consumidor leva os produtos para casa e não sabe dar o destino correto para as embalagens. Segundo o empresário, de 30% a 35% do lixo que vai para os aterros poderia ser recliclado. De acordo com Barion, um setor que se destaca no item reciclagem é o de agrotóxicos, que recicla 100% das suas embalagens. No caso das embalagens PET, apenas 51% são recicladas, enquanto que 49% vão parar nos aterros e poderão demorar de 200 a 400 anos para se decompor.
É bom lembrar que a Política Nacional de Resíduos Sólidos define que fabricantes, importadores, distribuidores de embalagens, comerciantes, consumidores, assim como o poder público, possuem responsabilidade compartilhada pelos resíduos resultantes do pós-consumo dos produtos. Portanto, cada um deve fazer a sua parte e prezar pelo meio ambiente.








