Empresários devem buscar diferenciais em seus negócios para vencer a concorrência

A história de que a concorrência é saudável porque estimula o desenvolvimento e combate o imobilismo, filosoficamente é boa, mas no mundo dos negócios não retrata muito bem a realidade. A maioria dos empresários ou gestores concorda que concorrência boa, é concorrência morta. E, é por isso, que o mundo corporativo tem sido marcado por fusões e aquisições de empresas, com a formação de grandes grupos econômicos.

A verdade é que vivemos hoje um período complicado. O sofrimento é ainda maior no comércio do que na indústria. Os produtos são muito parecidos em funcionalidade. E os consumidores é quem dão as cartas, reinando no trono da infidelidade e com elevado poder de barganha.

Eu conversei com alguns especialistas em marketing e perguntei a eles, o que fazer diante dessa agressiva concorrência. A primeira medida apontada é cuidar do visual. No caso dos lojistas, eles precisam captar a atenção do cliente para que ele escolha, entre as inúmeras alternativas, o seu ponto. Isso envolve a fachada, o letreiro e até mesmo o nome da empresa. O consumidor também está levando em conta antes de entrar num estabelecimento, as roupas dos atendentes, a pintura das paredes, a limpeza do piso, o índice de luminosidade, a organização dos produtos expostos e a facilidade de acesso.
O segundo ponto a ser observado é o treinamento do pessoal. Ou seja, considerando-se que os produtos são similares e, portanto, facilmente comparáveis, o único canal possível de diferenciação na concorrência é o da prestação de serviços. Portanto, a palavra de ordem agora é “atendimento”. Além do excelente atendimento, o empresário deve ser criativo nos detalhes e ter a inovação como lema. O ideal é promover campanhas, criar bônus por fidelidade, surpreender os clientes com novas soluções integradas e, principalmente, propiciar condições variadas de pagamento estabelecendo, por exemplo, parceria com instituições financeiras.

Outro ponto importante é dizer não à guerra de preços e vender benefícios associados aos produtos, desviando o foco do preço. A regra é vender valor e não preço. Por isso, a importância do atendimento, inclusive no pós-venda e dar assistência técnica permanente.

Por último, se a guerra está deflagrada, então o empresário deve lutar para ganhar e jamais se esquecer de que está em guerra permanente com os concorrentes. Nesse sentido é importante conhecer de perto a concorrência, visitando, telefonando para monitorar a qualidade do atendimento e pesquisando preços. Os pontos fortes devem ser copiados. Agora, os fracos podem ser guardados como cartas na manga.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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