Pequenos negócios registram queda na inadimplência e aumento na tomada de crédito
Um nível inédito de detalhamento das estatísticas financeiras das micro e pequenas empresas foi anunciado no III Fórum de Cidadania Financeira, no Centro de Convenções Vitória, na capital capixaba. A queda na inadimplência dos pequenos negócios e o aumento da tomada de crédito foram informações levantadas a partir de 1.600 indicadores do Sistema Financeiro Nacional (SFN), colocados à disposição do público pelo Banco Central e analisados por técnicos do Sebrae. As duas instituições promovem o evento no Espírito Santo até esta quarta-feira (8).
Os indicadores detalham diversos dados financeiros por porte de empresa, segundo a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (LC 123/2006), em nível nacional e por Unidades da Federação. “Isso traz um nível inédito de detalhamento das estatísticas financeiras das micro e pequenas empresas, que permitirá melhores diagnósticos e elaboração de políticas públicas eficientes”, explicou o gerente de Acesso a Serviços Financeiros do Sebrae, Alexandre Comin, durante entrevista coletiva, ao lado do diretor de Relacionamento Institucional e Cidadania do Banco Central, Isaac Sidney, e da chefe do Departamento de Promoção de Cidadania Financeira do BC, Elvira Cruvinel.

Na oportunidade, os representantes do banco apresentaram o diagnóstico Panorama de Crédito do MEI, que identificou que apenas 19% dos microempreendedores individuais têm relacionamento com bancos como pessoa jurídica.
O número de Micro Empresas tomadoras de crédito passou de 1,1 milhão no início de 2012 para mais de 2,8 milhões em agosto de 2017. O rápido crescimento impressiona não só pela taxa, de quase 240%, mas também pelo fato de ocorrer na contramão da tendência geral do mercado. Já o número de Empresas de Pequeno Porte (EPP) recuou com relação ao pico de 2013 e ao início da série.
O saldo da inadimplência vem caindo nos últimos meses para todos os portes de empresa, mas permanece elevado.O saldo das EPP se movimenta para baixo do limite de R$ 15 bilhões, que é o patamar observado antes da crise, de 2015 até este ano. Já as microempresas têm mostrado um quadro mais estável, com volume de créditos não pagos em torno de R$ 5 bilhões.








