Pipoca de micro-ondas não é mais um produto fabricado apenas pelas grandes indústrias. Pequenos empreendedores também podem disputar o mercado
A fabricação de pipocas para micro-ondas deixou de ser um produto exclusivo das grandes indústrias alimentícias. Hoje, pequenas e médias empresas também podem explorar esse mercado. Basta ter uma máquina, que tem capacidade para produzir 1.500 pacotes a cada hora. Ela vem com mesa, tanque, bomba, tubulação e caixa de depósito para o milho. A máquina, que pesa quase uma tonelada também tem um carro para envasar, selar, vincar e soldar. Porém, seu custo não é baixo, girando em torno de R$ 300 mil.
O importante é que os empreendedores que pretendem fabricar pipocas de micro-ondas não queiram concorrer com os nomes já consolidados no mercado. O ideal é buscar alguns nichos específicos e apostar num produto diferenciado.
Um ponto animador para os novos empreendedores é que o consumo de pipocas vem crescendo. Hoje, o Brasil só perde para os Estados Unidos. Cada brasileiro consome, em média, por ano, 43 litros de pipoca. Já o consumo de pipoca de micro-ondas ainda é pequeno. São apenas 80 gramas per capita, ou menos de um pacote por ano. O produto é vendido basicamente para os supermercados, escolas, buffets, empresas promotoras de eventos e de festas infantis e cinemas. Para conquistar esse público, o caminho mais seguro é a diferenciação.
Uma dica bem interessante é criar uma pipoca doce exclusiva para diabéticos, afinal de contas existem hoje mais de 16 milhões de brasileiros portadores da doença. Isso significa que são muitos consumidores que podem ser atendidos por esse tipo de produto.
Outra dica é a produção de pipoca colorida, muito usada em festas infantis. O importante é identificar os possíveis clientes, e também quem ainda não compra a pipoca de micro-ondas em supermercados e saber quais são os motivos para não consumir o produto. Talvez esteja nesse tipo de consumidor a chave de sucesso do futuro empreendimento.
Já a maior dificuldade para a produção está na embalagem, que é importada. Outro cuidado é com a escolha do milho a ser embalado. Os melhores grãos são os de tamanho uniforme, procedência fiscalizada e conhecida no mercado.
Quanto à localização do negócio, a fábrica deve estar próxima aos clientes, e ter autorização da prefeitura. O ideal é que o imóvel esteja localizado em rua movimentada, e que disponha de estacionamento.








