Bitcoin Banco abre primeira agência brasileira em Curitiba e prepara expansão para outras capitais

O grupo Bitcoin Banco, que acaba de abrir em Curitiba a primeira agência física do Brasil para negociação de criptomoedas, está criando uma entidade nacional para congregar todas as exchanges brasileiras. O objetivo do Instituto Nacional de Defesa dos Operadores de Câmbio de Criptomoedas (iCoinomia) é defender o livre exercício da atividade econômica das organizações que operam com moeda virtual.

Baseado na capital paranaense, cidade escolhida por seu perfil conservador e exigente de mercado-teste, o grupo Bitcoin Banco reúne ainda a Exchange NegocieCoins, adquirida em setembro, a Imobiliária Inspira (que negocia imóveis em bitcoins), a Opencoins (unidade que prepara a criação de cartão com bandeira própria) e o Bitcoin Banco, que se prepara para inaugurar uma segunda agência, desta vez na Avenida Paulista, centro financeiro de São Paulo.

“Nosso principal concorrente não são as demais empresas que operam com moedas virtuais. Elas são nossas aliadas no trabalho para estruturar esse mercado de forma séria e competente. O maior concorrente é o temor infundado de que as criptomoedas estejam à margem da lei, o que afugenta os investidores. O instituto iCoinomia dará visibilidade às empresas e a seu trabalho inovador e sustentável”, explica a diretora comercial do grupo, Adriana Siliprandi Hishida.

A executiva lidera a mobilização das exchanges brasileiras para que se associem ao instituto, cujo site estará no ar nos primeiros dias de janeiro, com serviços como as cotações das cinco principais criptomoedas do mercado: Bitcoin, LiteCoin, BitCoin Cash e BitCoin Gold. Os associados também terão apoio jurídico em demandas nacionais e internacionais, além de serviços de assessoria, consultoria, planejamento, treinamento e capacitação. “Queremos reunir o maior número possível de empresas com a crença comum de que as criptomoedas vieram para ficar”, destaca Adriana.

Outra linha de trabalho do instituto iCoinomia será a de defender o mercado de criptomoedas. “Vamos desmontar o misticismo. Todas as transações de bitcoins são públicas e validadas por meio do blockchain. Além disso, a conversão de bitcoins em moeda corrente e vice-versa sempre é feita por intermédio do sistema financeiro, que é protegido por órgãos como a Receita Federal e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o COAF”, reforça Adriana.

Sobre o grupo

O Grupo Bitcoin Banco nasceu em setembro, após um ano de estudos de mercado e legislação, “materializando uma ideia revolucionária que busca conscientizar sobre o uso de moedas digitais”, frisa Adriana. O crescimento da companhia é acelerado, acompanhando a dinâmica de valorização das criptomoedas – em 2017, o bitcoin acumula alta superior a 1000%. Desde a aquisição, a Negocie Coins pulou do quinto para o terceiro posto no mercado de exchanges (corretoras) e vem dobrando suas receitas mensalmente.

A matriz do grupo fica em Curitiba e ocupa 700 metros quadrados em quatro andares do Edifício World Trade Center. Uma equipe de 51 colaboradores diretos se distribui nas áreas comercial, jurídica, de compliance e TI. “Além da sólida liquidez oferecida pelo grupo, um de nossos principais ativos é a excelência dos talentos que recrutamos, todos com larga experiência no mercado financeiro”, garante a diretora comercial.

Projetos inovadores vão gerar sustentabilidade às empresas do grupo e permitir que as moedas sejam utilizadas pela sociedade, tanto como meio de pagamento como para pequenos, médios e grandes investimentos. É possível iniciar investimentos em bitcoin a partir de R$ 50,00. A visão do grupo é de que as moedas digitais são uma evolução da moeda e devem estar ao alcance de qualquer um que queira ter acesso a elas.

A Imobiliária Inspira está aceitando caução de aluguéis em bitcoins, somando-se a um número crescente de empresas que em várias áreas recebem pagamentos em criptomoedas. O Brasil já tem oito mil lojas cadastradas para aceite de bitcoins como meio de pagamento.

Preparado para o futuro

O Bitcoin Banco não faz parte do sistema financeiro nacional, assim como o bitcoin não é reconhecido como moeda oficial. “Mas o Bitcoin Banco estudou profundamente as regras de conduta do mercado financeiro e de todos os órgãos regulamentadores do mercado financeiro. E estamos nos adaptando cada vez mais a essas regras. Se a moeda virtual chegar a ser institucionalizada, estaremos em conformidade com as regras do Banco Central e do sistema financeiro brasileiro”, afirma Adriana.

Na prática, o Bitcoin Banco atua nos mesmos parâmetros do sistema financeiro tradicional, oferecendo produtos estruturados com remuneração em bitcoins sobre a valorização da própria criptomoeda.

“O risco é parte do investimento, assim como em qualquer ativo especulativo. Temos que aceitar que o bitcoin veio para ficar, principalmente pelo volume de investimentos que temos hoje e que segue aumentando.”

Segurança

Uma das maiores preocupações da empresa foi oferecer uma plataforma de negociação 100% segura para os usuários. É por isso que cada cliente tem uma senha única para autenticação das transações. Além da senha, ele também possui um PIN que é solicitado em todas as operações realizadas na plataforma.

O cliente tem a opção de ativar a autenticação em dois passos, por meio do Google Authenticator, o que garante ainda mais segurança em todas as negociações com bitcoins.

O backup completo do banco de dados e das carteiras virtuais (as wallets) é feito diariamente. A plataforma ainda conta com um backup incremental, feito a cada 10 minutos. Mas as medidas de proteção vão além: a empresa utiliza antiataque massivo, o que protege a plataforma contra possíveis ataques de hackers.

“Fizemos questão de utilizar todos os dispositivos de segurança, dos mais comuns aos mais modernos, sempre buscando garantir a comodidade e a segurança dos nossos clientes. Utilizamos o servidor AWS da Amazon, um dos servidores mais poderosos e configuráveis do mercado. Todas as transações do site ocorrem dentro de um ambiente seguro, o https com certificado. Além de todas essas medidas, temos armazenamento em “cold storage” – ou seja, isolado do ambiente de produção para garantir ainda mais segurança aos bitcoins”, explica Rodrigo Lullez, gestor de TI do grupo e responsável pela plataforma da Negocie Coins.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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