Paraná ganha primeira cooperativa de geração distribuída de energia a partir da biomassa lenhosa

O total de consumidores que produzem a própria energia saltou de quatro conexões registradas na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em 2012, para 36,1 mil em março de 2018. Estima-se que, no ano de 2024, serão mais de 1,2 milhão de consumidores produzindo o equivalente a 4,5 gigawatts (GW) de potência instalada. Um estudo da DataFolha realizado em 178 municípios de regiões metropolitanas e cidades do interior do Brasil revela que 140 milhões de brasileiros manifestam interesse de gerar energia para consumo.

Para atender a esse público foi fundado em Curitiba o primeiro sistema de cooperativas para geração de energia de fontes alternativas limpas, denominada Ecoperativa – Cooperativa de Energia. A Ecoperativa atuará em todo o Brasil e lança comercialmente no próximo dia 5 de abril as suas duas primeiras Cooperativas de Energia – PR1, que atenderá o público consumidor residencial e a Cooperativa de Energia – PR2, que atenderá empresas com pequeno e médio consumo. As cooperativas terão, somadas, cerca de 13.000 cotas de energia para distribuir entre seus cooperados.

A geração de energia elétrica será feita a partir de resíduos de biomassa lenhosa, oriundas de podas de árvores das ruas, parques e praças da região metropolitana de Curitiba, seguindo os conceitos de geração distribuída, permitida pelas resoluções nº 482/2012 e nº 687/2016 da Aneel.

“Optamos inicialmente por utilizar a biomassa oriundas de podas de árvores das ruas, parques e praças de Curitiba, devido a vários fatores, entre eles, a alta disponibilidade desta matéria-prima como passivo ambiental”, explica o presidente da Cooperativa de Energia Paraná, Paulo Rabelo.

A energia gerada será utilizada exclusivamente para o uso de seus cooperados, que podem ser famílias, pequenas e médias empresas com consumo registrado mínimo de 50 kWh/mês. A primeira Usina que atenderá às cooperativas já encontra-se em construção, no município de Fazenda Rio Grande (PR), na Região Metropolitana de Curitiba, com previsão de geração de energia para o início de 2019.

Economia

O vice-presidente da Ecoperativa, Ismenio Castro Braga Junior, explica que no modelo proposto pela Ecoperativa, o consumidor não precisa alterar em nada o seu imóvel, e todos os trâmites legais e financeiros junto à concessionária de energia são feitos pela própria cooperativa. “O cooperado que gerar a própria energia por meio de biomassa terá uma economia de 20% no gasto com o consumo de energia no caso de empresas e de até 30% no caso de residências”, calcula Braga Júnior.

As Cooperativas de Energia Paraná I e II, pertencentes ao sistema Ecoperativa, tem sede administrativa na Rua José de Alencar, nº 60, em Curitiba-PR. Iniciam as atividades com uma estrutura enxuta: presidente, vice-presidente, diretor (secretário e financeiro), e conselho fiscal. Os departamentos de projetos, manutenção, administração, técnico e tarifação são terceirizados. O lançamento comercial da Cooperativa de Energia Paraná I e pré-lançamento da Cooperativa de Energia Paraná II será feito durante evento em Curitiba no Espaço Amazônia, às 19h30 do dia 5 de abril, quinta-feira.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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