Árabes aceleram compras de carne bovina brasileira

As vendas de carne bovina ao mundo árabe cresceram 37,59% no acumulado janeiro-março deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, fechando em US$ 189,75 milhões. Em volume, o aumento chegou a 58,96%, total de 48,51 mil toneladas, segundo dados da Câmara Árabe-Brasileira organizados a partir da base de dados da Secretaria de Exportações (SECEX/MDIC).

O Egito foi o país que mais comprou a proteína bovina brasileira. As receitas das vendas ao país somaram US$ 138,58 milhões, avanço de 192,90 % na mesma comparação. Em seguida, vem a Arábia Saudita, que tem reduzido sistematicamente os embarques (US$ 32,61 milhões, -43,72%), Emirados Árabes (US$ 22,53 milhões, +5,01%) e Jordânia (US$ 18,45 milhões, +60,37), país que tem se firmado como hub de reexportação no mundo islâmico.

No cômputo geral, as receitas de exportação somaram US$ 2,90 bilhões, um recuo de 5,63% apesar do aumento de 6,54% nos volumes embarcados. Produtos do agronegócio lideram a pauta. As carnes voltaram a ocupar a liderança gerando US$ 901,41 milhões em receitas (31,02% do total), seguidas pelo açúcar (US$ 860,46 milhões, 29,61%), minério de ferro (US$ 312,98 milhões, 10,77%) e milho (US$ 53,99 milhões, 1,86%).

A carne de frango registrou queda de 19,20% em receita, fechando em U$$ 711,65 milhões, principalmente por conta do impasse na Arábia Saudita em relação à insensibilização elétrica pré-abate. Desde o ano passado, os sauditas argumentam que a técnica é incompatível com a certificação halal, selo que atesta que um produto ou serviço pode ser consumido por um praticante da religião islâmica. Até maio, no entanto, o Brasil está autorizado a embarcar o produto abatido com insensibilização para o país.

Do outro lado da corrente, o Brasil comprou dos árabes US$ 1,77 bilhão, principalmente em combustíveis, adubos e plásticos. No caso desse último produto, as receitas árabes atingiram US$ 30,15 milhões, alta de 64,70% na comparação com os três primeiros meses do ano passado. As vendas árabes ao Brasil no período também tiveram uma queda de 3,60% em relação ao mesmo período do ano passado. Em volume, a redução chega a 17,22%.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *