Aumenta interesse de empreendedores em abrir uma casa lotérica, mas é preciso passar por processo de licitação

Existem três modalidades de casas lotéricas.

Nos últimos dias, vários empreendedores interessados em abrir uma lotérica e prestar serviços à Caixa Econômica Federal me consultaram sobre a viabilidade desse tipo de negócio e quais os passos que poderiam tomar para se lançar neste mercado. Pois bem, não é fácil ingressar neste segmento. Em primeiro lugar, para abrir uma unidade lotérica, comercializar todas as modalidades de Loteria e atuar na prestação de serviços, o empreendedor precisará obter autorização formal da Caixa. Esta autorização é concedida por meio de licitação baseada em critérios preestabelecidos. Mas há também a possibilidade de adquirir de terceiros uma lotérica já em funcionamento. Essas duas formas de se tornar um empresário são diferentes e exigem cuidados específicos.

Atualmente, existem três modalidades de casas lotéricas. A primeira é a pessoa jurídica, na forma de sociedade limitada ou de empresa individual. Neste caso, a Casa Lotérica é definida como um comércio de venda de jogos de loterias e de produtos conveniados da Caixa Econômica Federal, atuando como correspondente não bancário.

A segunda modalidade é a da Casa Lotérica Avançada Temporária, que atua na forma de extensão de Casa Lotérica, comercializa todas as modalidades de loterias, os produtos conveniados e oferece os serviços delegados pela Caixa. A Casa Lotérica Avançada Temporária funciona como uma extensão da Casa Lotérica e visa atender uma demanda sazonal. Ela pode funcionar por um período máximo de 120 dias.

Já a terceira modalidade é a de Unidade Simplificada de Loterias, que é instalada em locais onde o potencial de mercado é insuficiente para abertura da categoria Casa Lotérica.

Atualmente, existem mais de 13 mil casas lotéricas em todo o Brasil, que empregam entre 4 e 5 colaboradores cada e 73% dos proprietários também fazem atendimento, ou seja, além de donos, ainda atuam na linha de frente da operação do negócio.

O empresário lotérico é remunerado pela comercialização dos dez produtos oferecidos hoje, e a comissão é variável de 5% a 32%. Já pela prestação de serviços, a Caixa paga tarifas, com valores que também são variáveis.
Quanto à localização da lotérica, a Caixa, mediante estudo de potencialidade de mercado, é quem vai determinar o local, como por exemplo, bairros, municípios e cidades. Os estudos para definição dos pontos onde serão abertas as casas lotéricas não são divulgados pela Caixa e não são acessíveis aos interessados que tomam a decisão de “aderir” ao ponto indicado, que ficará por sua conta e risco.

Por fim, o investimento para abrir uma Lotérica por meio de licitação, tem um lance mínimo é de R$ 10 mil, conforme os últimos editais publicados pela Caixa. Para adquirir uma Casa Lotérica já existente o investimento costuma ser mais alto. De acordo com informações do Sebrae, a transação de compra e venda é realizada mediante transferência do direito de exploração de algum empresário já estabelecido no ramo com a devida autorização da Caixa Econômica Federal. O valor de comercialização é negociado entre as partes, sem interferência da Caixa, no entanto, é necessário que quem esteja comprando o direito de permissão realize o pagamento de uma taxa de transferência para Caixa. É importante pesquisar as possibilidades e não fazer negócio apressadamente.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Um comentário em “Aumenta interesse de empreendedores em abrir uma casa lotérica, mas é preciso passar por processo de licitação

  1. Olá, boa noite, meu sogro e minha sogra já estão aposentados há alguns anos e eles tem uma lotérica no interior de São Paulo, é a única da cidade, e estão tentando vender há muito tempo, estão cansados e quase idosos, e eu queria muito ajudar eles a vender a lotérica, seria muito bom vê-los felizes, se conhecerem alguém interessado em comprar, entrem em contato comigo por favor, agradeço

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