Falta de combustíveis reduz público no Feirão de Imóveis da Caixa e impacta no fechamento de negócios
A falta de combustíveis em consequência da paralisação dos caminhoneiros acabou afetando os negócios durante o Feirão de Imóveis da Caixa, realizado neste último final de semana, em Curitiba. Segundo informações que eu recebi do diretor geral da JBA Imóveis, o empresário Ilso José Gonçalves, o público que visitou a feira foi 50% menor do que o esperado, pois muita gente não conseguiu abastecer o carro e outros optaram por não sair de casa. Também, o que se constatou nos três dias de feira, foi a mudança no perfil dos visitantes.
De acordo com o diretor geral da JBA, nos feirões dos últimos anos, o maior número de pessoas estava interessada em adquirir imóveis do programa Minha Casa Minha Casa. Este ano, aconteceu o contrário, e a maior demanda foi para imóveis na faixa de R$ 300 mil a R$ 450 mil.
De uma forma geral, o ano de 2018 está sendo positivo para o mercado imobiliário de Curitiba. Só nos primeiros cinco meses do ano, já se constata um aumento de 8% na venda de imóveis em relação a 2017. Ilso Gonçalves me disse que, surpreendentemente, muitas pessoas estão preferindo resgatar suas aplicações financeiras, diante da baixa remuneração paga pelos bancos e comprar imóveis à vista.
Ainda segundo me adiantou o diretor da JBA Imóveis, está voltando a figura do investidor de imóveis. Ele me explicou que embora o ganho do aluguel imobiliário seja semelhante ao de uma aplicação financeira, ou seja, 0,4% ao mês sobre o valor venal, o que conta também é a valorização do imóvel, que em média gira em torno de 5% a 6% ao ano, podendo chegar a 10% anuais em bairros com melhor estrutura e que contam com shopping e supermercados. Na avaliação do empresário, a valorização dos imóveis deve continuar daqui para frente, já que os preços ficaram estagnados no período de crise.
Outro ponto interessante é o novo perfil do público interessado na compra de imóveis residenciais em Curitiba. Trata-se de jovens com idades entre 27 e 35 anos, com boa renda salarial e ótima qualificação profissional e que buscam apartamentos bem localizados. A maior demanda hoje é para imóveis localizados nos bairros Juvevê, Hugo Lange e Alto da XV.
Outro destaque este ano em Curitiba é o mercado de lançamentos residenciais. Só no primeiro trimestre de 2018, houve crescimento de 23% no número de unidades vendidas em relação a 2017, totalizando 1.016 imóveis comercializados. Os dados são da pesquisa mensal da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi/PR), realizada em parceria com a Brain Bureau de Inteligência Corporativa.








