Futuro do trabalho: a concepção de novas formas de trabalhar e de aprendizagem

Conduzida pela aceleração da conectividade e da tecnologia cognitiva, a natureza do trabalho está mudando. À medida que os sistemas de Inteligência Artificial (IA) e robótica crescem em sofisticação, quase todos as categorias de trabalho estão sendo reinventadas. Com isso, faz-se urgente que as empresas reconsiderem como elas captam talentos; organizam cargos e atividades; contratam, desenvolvem e dispensam empregados; e planejam seu crescimento.

Tais questões integram o que hoje chamamos aqui de “futuro do trabalho”. O movimento, registrado com maior intensidade nos últimos anos em todo o mundo, traz ao debate temas como: Quais aspectos do trabalho serão substituídos por automatização? É possível aumentar a produtividade dos profissionais aliando seu trabalho ao uso de tecnologias avançadas? Qual será o impacto da IA e da robótica na experiência do cliente, na qualidade do serviço e nas marcas?

De acordo o levantamento Global Human Capital Trends 2017, desenvolvido pela Deloitte e que entrevistou mais de 10 mil líderes de empresas e executivos da área de Recursos Humanos (RH) em 140 países, apenas 20% dos participantes disseram que reduziriam o número de empregos em consequência da implementação de práticas de Inteligência Artificial e de robótica em seus negócios. Em contrapartida, 77% dos entrevistados afirmaram que vão capacitar pessoas para usar a tecnologia ou redesenhar trabalhos para aproveitar melhor as habilidades humanas.

Com isso, observa-se que, enquanto as tarefas estão sendo automatizadas, as partes “essencialmente humanas” do trabalho se tornam cada vez mais importantes. Características como empatia, comunicação, persuasão, facilidade de trabalhar em equipe e capacidade para a tomada de decisões estratégicas são mais valorizadas do que nunca. Os millennials, por exemplo, se consideram disruptores, questionadores e líderes de mudanças. Familiarizados às ferramentas tecnológicas, eles veem o futuro do trabalho na perspectiva de que a comunicação e desempenho são alavancados pela tecnologia, e não comprometidos por ela.

A pesquisa Millennial Survey 2017, também da Deloitte, e que contou com a participação de 8.000 “millennials” de 30 países, aponta que 50% dos entrevistados dizem acreditar que a automação é uma oportunidade para se ter mais tempo para atividades de valor agregado ou criativas, bem como para o desenvolvimento de novas habilidades.

Diante desse momento transformador, os desafios de uma nova era para o trabalho exigirão investimentos decisivos em ensino e educação multidisciplinar de qualidade, formação profissional – tendo em perspectiva as tendências e as potenciais ocupações que serão predominantes nos próximos anos -, treinamento e atualização contínuos daqueles que formam a base de todo o mercado de trabalho.

Podemos concluir então que, diante do futuro do trabalho, os líderes de RH devem se concentrar na diferenciação entre habilidades humanas essenciais, como pensamento criativo e ético, e tarefas não essenciais, que podem ser executadas por dispositivos robóticos. Isso requer a reformulação de carreiras e a concepção de novas formas de trabalhar e de aprendizagem – tanto em relação às organizações, quanto aos indivíduos.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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