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O poder da sala de aula para o fomento do empreendedorismo

Ricardo Silva largou a carreira de 17 anos no mundo corporativo para mergulhar de cabeça no sonho de abrir o próprio negócio. Em 2013, abriu a IDF Quality, oficina especializada em pintura e reparo automotivo. Três anos depois, tinha o caixa zerado, dívidas e uma sociedade desfeita. Foi no Empretec que encontrou a solução para reerguer a empresa, comprovando o fator catalisador da educação na preparação de empresários e alavancar empreendimentos. “Deveria ter buscando informações antes de ter começado o meu negócio, há cinco anos. O curso foi fundamental e um divisor de águas”, reflete Ricardo.

Assim como o Ricardo, diversos empresários buscam iniciativas voltadas para o empreendedorismo no Brasil. O Empretec é uma delas, o curso tem duração de seis dias e consiste em uma metodologia da Organização das Nações Unidas – ONU voltada para o desenvolvimento de características de comportamento empreendedor e para a identificação de novas oportunidades de negócios. Está presente em 40 países e no Brasil é realizado exclusivamente pelo Sebrae. Em 2018, o Empretec completa 30 anos no mundo e 25 no Brasil. Nesse período, já capacitou, aproximadamente, 258 mil pessoas, no mundo, foram 400 mil, sendo que, anualmente, recebe 10 mil participantes pelos 27 estados do país.

“Estamos diante de uma metodologia de sucesso, comprovada no Brasil e no mundo, principalmente, porque ajuda o empresário a concretizar o seu sonho, tornar-se seu próprio padrão e tirar sua ideia do papel. Hoje, sabemos que muitas delas, de sucesso e que já estão consolidadas no mercado”, enfatiza o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos.

Entre 2015 e 2017, observou-se o aumento do número de desempregados e autônomos fazendo o Empretec, de 12% para 17% e de 5% para 6% respectivamente. Após a realização do curso, há um aumento de 10% do número de empregos e queda de 5% em relação aos desempregados. Os dados são de março de 2018, de uma pesquisa realizada com 2.884 pessoas que fizerem o Empretec durante o ano de 2017. De acordo com o índice de recomendação, o Empretec obteve 85%.

É o caso do Guilherme Kobel, um dos sócios da empresa Cogushi. Ele atuava no ramo de hotelaria e, em 2015, pediu demissão para realizar o sonho de abrir a sua empresa. Já tinha um projeto pronto e investidores, mas seus planos mudaram quando ingressou no Empretec. Durante o curso fez amigos, que se tornaram seus sócios, e de um trabalho para uma aula surgiu a ideia para um outro empreendimento. Guilherme abandonou o projeto anterior e, no mesmo ano, abriu a Cogushi – que consiste em uma pequena caixa de papelão para cultivar cogumelos shimeji em casa. “Não teria o mesmo sucesso se não tivesse feito o curso. A maturidade profissional que alcancei e as ferramentas oferecidas pelo Empretec são fundamentais para a minha carreira empreendora”, conta.

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Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

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