Qual o momento certo para franquear sua marca?

Tiago Hungria: franquear uma marca exige muito planejamento.

O franchising brasileiro é um dos mais complexos e cobiçados do mundo, com mais de 2.800 redes, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Franchising (ABF). Apesar da crise econômica, o setor tem aumentado seu faturamento ano após ano, com projeção de movimentar R$ 180 bilhões em 2018. Diante de um cenário e indicadores tão otimistas, é natural que muitas marcas desejem franquear seus negócios. Mas qual é o momento certo para fazê-lo?

Para Tiago Hungria, empresário e fundador da WeAudit, referência em auditoria telefônic, em primeiro lugar é preciso avaliar se o modelo de franquias é a melhor opção para o seu negócio – em alguns casos, a expansão com unidades próprias é mais vantajosa, por exemplo – e conhecer os principais players do segmento de atuação. “Por que um investidor abriria uma franquia da sua marca e não de um concorrente com mais tempo de mercado? Conhecer seus diferenciais é fundamental no processo decisório”, explica Hungria.

Além disso, afirma o fundador da WeAudit, franquear uma marca exige muito planejamento. Antes de confabular sobre sua expansão, é preciso estudar o potencial de atuação e mapear as praças disponíveis para abertura de franquias, o que pode ser feito com o auxílio de ferramentas de geomarketing. “Formatar corretamente o modelo de negócio, com precificação e projeções financeiras, garante segurança ao investidor e ao franqueador – neste caso, vale a pena conversar com uma consultoria especializada, que também ajudará com questões jurídicas”, destaca.

Outro ponto importante diz respeito à estrutura. De acordo com Hungria, como franqueador, você deverá ter todos os processos e padrões documentados, além de capital humano disponível para prestar suporte aos franqueados tanto na implantação quanto na operação das franquias. Portanto, esteja pronto para investir em um backoffice adequado às necessidades de sua rede.

“Vale ressaltar que o franchising está baseado em transferência de know how, então é importante que o franqueador já tenha operado uma unidade piloto e aprendido com erros e acertos antes de iniciar o processo de expansão por franquias. Se a unidade piloto ainda apresenta problemas – sejam eles processuais, financeiros ou de execução – é melhor repensar se este é o momento para franquear a marca”, explica o consultor.

“Caso fosse possível resumir todos estes pontos em uma única palavra, esta seria maturidade. É isso que o modelo de franquias exige de um negócio, sendo, então, o momento certo para expandir. Obviamente, o tempo para atingimento dessa maturidade depende de uma série de variáveis (segmento de atuação, conhecimento, capital financeiro e humano, etc.), podendo ser atingido em meses ou, em outros casos, anos. Por isso, antes de dar esse importante passo, olhe para dentro e certifique-se que você e seu negócio estão devidamente preparados, conclui Hungria.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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