Braço de desenvolvimento de novas tecnologias

A Campestrini é uma startup do setor da construção civil. Apesar de estar no mercado há mais de dez anos, nos últimos três anos abriu um braço de desenvolvimento de novas tecnologias, tendo passado pela incubadora da Universidade Federal do Paraná e, atualmente, faz parte da Aceleradora Fiep. Segundo o sócio da Campestrini, Thiago Weingartner, a fase de aceleração é focado para empresas que já possuem um produto ou serviço em comercialização e precisa de ajuda para tracionar e ganhar escala.
O empresário destaca que os produtos da Campestrini já estão atendendo o mercado imobiliário brasileiro, tendo como clientes as melhores incorporadoras. “Através do programa de aceleração da Fiep, nossa empresa recebeu mentorias nas áreas financeiras, contábeis, marketing, jurídico entre outras, para garantir a alavancagem e sustentabilidade da startup. Nosso foco hoje é na tração dos nossos produtos, maior penetração no mercado e investimentos agressivos em desenvolvimento de sistemas”.
Durante a aceleração, a Campestrini participou de editais e obteve sucessos importantes. Foi finalista do InovAtiva 2017 e está nas etapas finais do edital Finep Startup, com investimento de R$1 milhão. Thiago Weingartner informa que através da relação estabelecida com o Sistema S, a Campestrini, fechou um convênio de transferência de tecnologia para o Senai, para quem prestará alguns serviços através de suas unidades.
O diretor da Campestrini faz questão de destacar que diariamente tem a oportunidade de apresentar a empresa para visitantes do Sistema Fiep, o que acaba ajudando no desenvolvimento do negócio.
Com objetivos alcançados, Metha segue trajetória de crescimento

A Metha Soluções, startup com foco em Pesquisa & Desenvolvimento de produtos com base tecnológica atuando na transformação de conceitos e ideias em produtos para o mercado ingressou na Aceleradora Fiep há 18 meses, e diante do crescimento obtido tem intenção de deixar o local no final do ano.
O engenheiro Felipe Wotecoski conta que o objetivo da Metha era lançar a MCH (Micro Central Hidrelétrica), um equipamento de pequenas dimensões capaz de gerar energia elétrica a partir dos menores pontos de disponibilidade de água e suprir a demanda de energia de até cinco casas de porte médio. “Nosso objetivo foi alcançado e hoje já temos cinco unidades instaladas, além do que começamos com duas pessoas na empresa e hoje já estamos em cinco”.
Alinhada com as normas e legislação de Micro Geração Compartilhada, a MCH representa uma alternativa viável e econômica para geração de energia elétrica de forma sustentável, explica o diretor da Metha, acrescentando que outra conquista foi a aprovação no primeiro edital da Finep Startup, que tem como objetivo financiar empresas que estão lançando produtos inovadores no mercado. “Fomos a primeira empresa do Paraná a ser selecionada para receber os recursos da Finep Startup e com os recursos da ordem de R$ 1 milhão poderemos estender ainda mais os nossos negócios”, finaliza.
Prevention desenvolve o Adam Robo e além do mercado interno busca negócios fora do País

A Prevention Vision Test está há oito meses na Aceleradora Fiep. A startup curitibana desenvolveu um equipamento portátil chamado de Adam Robo, que através de um teste rápido de visão, em até cinco minutos, e um custo de apenas R$ 0,10 por paciente, permite detectar problemas de miopia, hipermetropia, astigmatismo, presbiopia, daltonismo e algumas patologias da visão.
De acordo com o diretor e sócio da Prevention, Juliano Santos, que é também o idealizador do Adam Robo, o equipamento contribui para combater a cegueira evitável e doenças a ela relacionadas, que consomem US$ 28 bilhões por ano em todo o mundo, e que em cerca de 80% dos casos poderiam ser evitados.

A startup 100% curitibana já está fornecendo o equipamento para vários estados brasileiros e prospectando o mercado internacionalmente. No ano passado, a Prevention faturou R$ 500 mil e para este ano é esperado um faturamento da ordem de R$ 6 milhões.
Bastante animado com a empresa, Juliano Santos diz que a Aceleradora Fiep foi muito importante para alavancar os negócios. Além do espaço físico, a aceleradora proporciona o contato com outras empresas, treinamentos, assistência técnica e jurídica e toda infraestrutura necessária para a empresa deslanchar. Além de ocupar uma sala de 30 metros quadrados, a Prevention é a única empresa entre as incubadas, que tem uma fábrica produzindo dentro da Fiep.
Santos admite que a startup pretende permanecer por dois anos na aceleradora. O empresário que começou sozinho, conta hoje com uma equipe de nove pessoas.
Na Aceleradora, Plipag aumenta seus negócios em cinco vezes

Em apenas quatro meses na Aceleradora Sistema Fiep, a startup Plipag, que criou uma plataforma de cobrança de mensalidades, quintuplicou os seus negócios. Neste período já processou mais de R$ 2 milhões em cobrança e conquistou mais de 100 clientes.
Segundo o diretor e sócio da Plipag, Guilherme Bento, com a plataforma PLI, as empresas não precisam mais emitir faturas, enviar para os clientes, lidar com o site do banco, cobrar os atrasados e controlar tudo em planilhas. “Nossos clientes economizam 90% do tempo e reduzem em até 30% os custos”, acrescenta.
Bento atribui o sucesso do negócio à Aceleradora. “Só de estarmos localizados dentro do Sistema Fiep nossa confiabilidade aumenta e é muito diferente de estarmos um local próprio. Nossa exposição em relação aos clientes é bem maior”.
A Plipag pode permanecer por um período de dois anos na aceleradora, mas à medida em que o número de funcionários for crescendo, o espaço ficará pequeno. A empresa começou com dois sócios e, atualmente, conta com cinco colaboradores.


