Evento em Morretes valoriza cultura farinheira e a gastronomia, típicas da região litorânea paranaense

O Morretes Chef chega a sua reta final reforçando o compromisso com a valorização da produção local. Na última semana do evento, parte da renda conquistada com a vendas dos pratos será destinada para incentivar a produção artesanal da farinha de mandioca na região. Em processo final de recebimento do selo de Indicação Geográfica com apoio do da Adetur e do Sebrae/PR, a farinha de mandioca artesanal é um produto tipicamente paranaense com história centenária e sabor único. No entanto, a cultura de produção vem sendo reduzida a cada ano.
“Nosso objetivo com a campanha é melhorar a estrutura de produção local para que as farinheiras possam não só continuar a produção desta iguaria com alta qualidade, como elas possam receber turistas, ampliando a visibilidade e divulgando a cultura farinheira para mais pessoas”, explica a presidente do Morretes Convention e Visitors Bureau, Carmen Maria.
A chef Manu Buffara é outra defensora da produção da farinha de mandioca no Paraná. “O processo artesanal é lindo e apaixonante! Convido a todos para participarem especialmente dessa última semana de Morretes Chef para que essa produção seja ainda mais valorizada”, conta.
A gestora do Agronegócios da Regional Leste, do Sebrae/PR, Maria Isabel Rosa Guimarães, incentiva também a participação do público na última semana do evento: “Várias gerações vivem da produção e comercialização do produto. A participação do público é muito importante e, é bem provável que na próxima vez que o turista voltar para Morretes, talvez a cidade tenha um novo ponto turístico: a visitação às farinheiras!”, conta Maria Isabel.
A Adetur Litoral – Agência de Desenvolvimento do Turismo Sustentável do litoral do Paraná é a entidade que representa, controla e promove a indicação de procedência litoral do Paraná, através de um conselho regulador que avalia cada produtor e produto por representantes internos e externos à produção a aplicação de um regulamento de uso para o selo. Garante, portanto, as qualidades únicas da farinha de mandioca e sua autenticidade de procedência.
Compreendendo que os produtos com indicação geográfica representam um importante instrumento de valorização de produtos e serviços, o Sebrae/PR iniciou em 2014 ações de sensibilização e proposição junto aos produtores de farinha de mandioca do litoral paranaense, com o desafio de requerer a proteção do nome geográfico associado ao produto.
Paralelamente ao processo de documentação, o Sebrae/PR vem auxiliando os produtores envolvidos nas adequações das instalações de produção, na adoção de boas práticas agrícolas e de fabricação, análise financeira da atividade, e, laboratoriais dos produtos participação em eventos de capacitação rodadas de negócio, e também o desenvolvimento de projetos de embalagens, beneficiando as empresas com a agregação de valor ao produto, melhoria do processo da qualidade e segurança.
A gestora do Agronegócios da Regional Leste do Sebrae, Maria Isabel Rosa Guimarães, conta mais sobre a cultura farinheira: “Várias gerações vivem da produção e comercialização do produto. No entanto, há alguns anos está ocorrendo um movimento de evasão e encerramento de atividades de pontos de produção”, conta Maria Isabel. A produção tem alto valor agregado, já que suas práticas protegem a mata nativa. A produção tem volume pequeno, mas tem história.
Brindes
Além de participar do movimento em favor da cultura das farinheiras, existem ainda outros motivos para participar do evento Morretes Chef neste último final de semana: será distribuído um brinde especial do evento para cada duas pessoas que na mesma mesa pedirem o prato Morretes Chef. Além disso, o evento disponibiliza transfer gratuito de ida e retorno de Curitiba-Morretes.








