Emissão de certificados digitais cresce 15% no país

Emissão de certificados digitais cresce 15% no país

Perder tempo e dinheiro com processos burocráticos, recolhimento de assinaturas e compartilhamento das vias de um contrato, definitivamente, está com os dias contados, graças à assinatura eletrônica. Segundo o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ICP-Brasil), a emissão de certificados digitais no país cresceu 15,1% no 1º semestre de 2018, na comparação com o mesmo período do ano passado, num total de 2,06 milhões de certificados emitidos. De julho de 2017 a junho de 2018, foram emitidos 3,85 milhões de certificados digitais, volume 13,83% maior do que o mesmo período entre 2016 e 2017.

Para o diretor de Novos Negócios da CAE Digital, Paulo Guelmann, além de tempo e dinheiro, esse crescimento se deve à segurança e facilidade de acesso aos documentos. “A assinatura eletrônica em plataformas de contratos oferece níveis superiores de segurança de informações transmitidas entre usuários e signatários, pois, todo o processo é criptografado. Permanecem a autenticidade dos signatários e a originalidade do conteúdo armazenado em nuvem, com acesso em tempo real, a partir de qualquer dispositivo, seja smartphone, tablet, desktop ou notebook”, argumenta.

Guelmann diz ainda que a plataforma de contratos garante a privacidade do acesso ao documento e que a assinatura digital pode ser feita independentemente do local em que as partes estejam. “O autor da assinatura digital utiliza sua chave única para autenticação, garantindo a autoria e de um documento digital. Essa autenticidade só é obtida porque a chave privada é acessível exclusivamente por seu proprietário”, explica. Outro ponto importante, é a impossibilidade de modificação dos contratos durante o processo de assinatura, gerando confiança e segurança para todas as partes da inviolabilidade do conteúdo.

A validade jurídica da assinatura eletrônica de contratos está assegurada pela Medida Provisória nº 2.220-2/2000. Grandes empresas como Copel, Porto Seguro e Hexion Química do Brasil já utilizam a assinatura digital em seus contratos e documentos. “No mercado corporativo, a rapidez da informação para o fechamento e conclusão do negócio é primordial para as realizações de metas e orçamentos”, ressalta Guelmann.

As facilidades oferecidas pela plataforma de contratos com assinatura eletrônica e digital, especialmente quanto à redução da burocracia e da dispensa da presença física das partes, têm conquistado espaço no mercado imobiliário paranaense. De acordo com a Câmara de Contratos, atualmente, 17% do mercado imobiliário no Estado usa a assinatura eletrônica em contratos e documentos. Em Curitiba, esse número é ainda maior: 30% do mercado imobiliário faz uso da plataforma de documentos digitais.

A curitibana Senzala Imóveis é uma delas. Atualmente, 50% dos inquilinos da imobiliária são de fora de Curitiba, a maioria do interior do Paraná e de Santa Catarina. A empresa, com 44 anos de mercado, também tem em sua carteira proprietários de imóveis que moram no exterior e, segundo a diretora da empresa, Augusta Coutinho Loch, essa foi uma questão decisiva para a adoção da assinatura eletrônica.

“Optamos por essa inovação porque perdíamos muito tempo com o vai e vem de documentos por correio. Com a assinatura eletrônica ganhamos em segurança e especialmente em agilidade no processo. Antes, da reserva do imóvel até a assinatura do contrato, levava-se uma semana, em média, e hoje é de 3 dias, no máximo”, justifica.

Augusta diz que, hoje, a assinatura eletrônica é usada apenas para a assinatura de contratos de locação, mas a expectativa é implantar também para os contratos de compra e venda da imobiliária. “Acredito que em 10 anos, no máximo, não existirá mais papel na empresa. Inclusive, a análise de cadastro do inquilino fazemos virtualmente. Não imprimimos mais nada para analisar os documentos”, ressalta.

Guelmann também destaca a sustentabilidade como um benefício associado ao uso da assinatura eletrônica. “Se 10 mil folhas de papel forem economizadas, uma árvore será poupada. Isso faz diferença sim! Se essa postura consciente for amplamente adotada, o mundo estará mais preservado para as futuras gerações”, defende.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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