Mais de 70% dos municípios do Paraná apresentam saldo positivo de emprego. Curitiba foi quem mais perdeu postos de trabalho
Estudo divulgado nesta segunda-feira (15) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) com base nos dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais 2017), apontou que que dos 399 municípios paranaenses, 285 tiveram saldo de emprego positivo, o que representa 71,43% do total. Por sua vez, 113 municípios, ou 28,32% do total tiveram perda de empregos em 2017. Apenas um município do Paraná apresentou saldo zero no ano passado em relação a 2016.
Analisando detalhadamente a evolução do emprego no Paraná, fazendo a desagregação por atividade econômica, o Dieese/PR constatou que os subsetores de atividade econômica que mais geraram empregos em 2017 foram: Indústria de alimentos e bebidas (13.431), Administração Pública (7.779), Serviços de alojamento, alimentação, reparo, manutenção, radiodifusão e televisão (3.948), Comércio e administração de imóveis, valores mobiliários e serviço técnico (3.132) e Transporte e comunicações (2.894). Por outro lado, os que mais perderam empregos foram: Construção civil (-10.844), Comércio varejista (-6.892), Agricultura (-1.600), Indústria química (-1.407), e Indústria metalúrgica (-1.172).
Os municípios que mais geraram empregos no Paraná em 2017 foram: Toledo (4.581), Francisco Beltrão (3.878), Dois Vizinhos (3.224), Maringá (2.045), Cascavel (2.014), Carambeí (1.515), Palotina (1.429), Telêmaco Borba (1.136), Pato Branco (1.123), Colombo (892), Ponta do Paraná (882), Nova Fátima (871), Cornélio Procópio (827), Arapongas (719) e Castro (668). Importante destacar que o município de Nova Fátima foi o município que apresentou o maior crescimento do emprego em termos relativos (76,74%), seguido por Rio Bom (34,31%) e Dois Vizinhos (31,74%).
Entre os municípios que mais geraram empregos, destaque para a Indústria de alimentos e bebidas, em especial a atividade de abate de aves nas regiões oeste e sudoeste e no município de Carambeí, e também para a atividade de frigorífico – abate de suínos no município de Castro. O Dieese/PR destaca também a geração de empregos no subsetor de Atividade de comércio e administração de imóveis, valores mobiliários e serviço técnico, em especial nas Atividades de: fornecimento e gestão de recursos humanos para terceiros; Serviços combinados de escritório e apoio administrativo; Reparação e manutenção de computadores; e Seleção e agenciamento de mão-de-obra nos municípios de Toledo, Maringá e Arapongas. Entre os municípios que mais geraram empregos em 2017, o estudo do Dieese destaca as atividades de fabricação de papel em Telêmaco Borba; comércio atacadista em Colombo e Maringá; na Atividade de fabricação de máquinas e equipamentos para a prospecção e extração de petróleo em Ponta do Paraná; na Atividades de apoio à gestão de saúde em Nova Fátima; e na Limpeza em prédios e em domicílios em Cornélio Procópio.
Já os municípios que mais perderam empregos no Paraná em 2017 foram: Curitiba (-19.463), Londrina (-3.144), Matinhos (-2.522), Medianeira (-2.345), Tijucas do Sul (-821), São Pedro do Ivaí (-614), Campo Mourão (-545), Itaipulândia (-525), Porecatu (-518), São Tomé (-509), Lapa (-453), Almirante Tamandaré (-393), Bandeirantes (-359), Jaguariaíva (-320) e Realeza (-296). São Tomé foi também o município que teve a maior queda do emprego em termos relativos (-35,08%), seguido por Tijucas do Sul (-27,53%) e Matinhos (-25,84%). Entre os municípios que mais eliminaram empregos, destaque negativo para a Construção civil, principalmente em Curitiba, Londrina e Itaipulândia. Destaque negativo também para o subsetor de atividade de Comércio e administração de imóveis, valores mobiliários 4 e serviço técnico, em especial as atividades de: apoio à educação, exceto caixas escolares; Fornecimento e gestão de recursos humanos para terceiros; Consultoria em tecnologia da informação; e Serviços combinados para apoio a edifícios, exceto condomínios prediais em Londrina, Medianeira, Tijucas do Sul e Almirante Tamandaré respectivamente.
Administração pública e o comércio varejista também contribuíram para o saldo negativo do emprego, principalmente em Curitiba. Entre os municípios que mais perderam empregos em 2017 devemos destacar ainda as atividades de Apoio à gestão de saúde em Matinhos; Fornecimento e gestão de recursos humanos para terceiros em Medianeira; Cultivo de cana de açúcar em São Pedro do Ivaí e em Bandeirantes; Criação de frangos para corte em Campo Mourão; Fabricação de açúcar em bruto em Porecatu; Fabricação de álcool em São Tomé; Abate de aves na Lapa; Serviços combinados para apoio a edifícios, exceto condomínios prediais em Almirante Tamandaré; Cultivo de pinus em Jaguariaíva. Importante destacar que nestes municípios, em sua maioria, diversos setores e não somente apenas um isoladamente contribuíram para os saldos negativos de emprego observados.
O Dieese analisou também a evolução do emprego formal nos municípios do Paraná por localização geográfica, e notou que a geração de empregos ficou concentrada nos municípios do interior do Estado. A Região Metropolitana de Curitiba apresentou uma perda de postos de trabalho na comparação do ano de 2017 para 2016, com a redução de 18.127 empregos. Por outro lado, o interior do Estado apresentou uma geração de 33.214 empregos, desta forma o Paraná teve um saldo de 15.087. Na maioria dos anos analisados, os municípios do interior do Estado apresentaram resultados melhores do que os municípios da Região Metropolitana de Curitiba, mesmo em alguns anos com saldo negativo, os resultados dos municípios do interior foram menos significativos. No acumulado do período analisado foram gerados 1,216 milhão de empregos no Paraná, destes 790.944 (65,1%) no interior e 424.617 (34,9%) na RMC.


